Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Lollipop . Lil Wayne

 

 

     Ando em baixo de forma psicológica. Não sei mesmo o que se passa comigo. Conversas pelo MSN é escusado. Ou estou aqui e ali e não posso estar online, ou estou online e só me apetece ir para a cama e enruscar-me numa bolinha. Espero que seja de estar doente ou assim... e espero também que passe depressa, faltam 6 dias para ir para Portugal! Ou melhor, para chegar a Portugal, 5 para entrar no aviãozinho e pôr-me a voar daqui...

     Mas algo que nunca dispenso nem nestas alturas é a bela da música, e por isso este vídeo aqui é o que está mais recentemente nos tops, desde o iTunes às rádios e aos canais de TV etc.

     A letra.... hmmm... bastante liberal digamos. Para quem quiser chamar os nomes às coisas, é porca. Pronto.

     Duvido que a maior parte do pessoal por aí goste, até a mim que gosto do género tive de ouvir umas 5 vezes antes de me habituar ao ritmo.

     Tenho também de pedir desculpa pelo facto de esta imaginação estar cada vez pior. Começei a escrever uma historiazita, mas foi parar ao balde do lixo (reciclagem claro está, o ambiente agradece). Alguém me explica o que se passa?? Isto, quem é que me há-de perceber...

 

 

Hoje não há beijo, continuo doente, estes vírus americanos dão cabo dos Tugas...

Liz*e

sinto-me:
música: Lethal Industry - Dj Tiesto

publicado por Do outro lado do oceano às 23:54
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

A caminho do infinito.

Paulo Franco

Imagine an heart divided in two.

Imagine a piece that clings to each side, unforgivably hating the feeling.

Imagine, just imagine, a world with no definite side.

You know where you are, but no idea where you're going.

You know where you are, but do you know where you want to be?

People ask me, do you like it better?

It tears me apart, not knowing what to say.

So what to do...

Maybe nothing.

Just let me feel the breeze, and go on with it.

Let me feel the sunshine, and loving it, let it guide me.

Take my hand, just make me move, dance me around, spin me even.

I won't mind.

I don't care.

 

 

 

Yes. I don't care anymore. I'm a child of the world. I believe one day I will find my place.

The place where to love. And be loved. In every way possible.

 

 

    

     Não, não estou triste. Hoje estou só pensativa. E depois de um dia a falar inglês (e ouvir) durante mais de 12 horas, veio-me qualquer coisa de qualquer lado, e escrevi o que me veio à mente, em inglês. Tenho a impressão que é ver Boston. Aquela cidade tem qualquer coisa para me dizer... Chamem-me maluca se quiserem. Se eu vou a Boston, ou é para ir para Portugal, ou vir buscar o meu pai de Portugal, ou para ir visitar Universidades, ou simplesmente (mais raro) para ir às compras. Sempre que passo por ali à noite, vejo aquele mesmo edifício alto, com luzes azuis lindas, e fico a pensar. Parece que me quer dizer alguma coisa... Mas o quê? Estou tão confusa. E por isso nada melhor do que me deixar levar. E é isso que vou fazer.

     Entretanto, daqui a uma semana a esta hora vou estar nesse mesmo aeroporto em Boston à espera do meu avião de partida para Portugal. Tenho 7 noites e mais ou menos 6 dias, para aproveitar.

 

 

Bjoo com miminhos, hoje preciso deles mais do que nunca...

Liz*e

 

sinto-me:
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publicado por Do outro lado do oceano às 03:49
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Flutuante.

    

 Gregoria Correia

 

     São 10:41 da manhã. Supostamente deveria de estar na aula de spirit... Religião, basicamente. Mas não estou, e sabem porquê? Porque estou doente.

     É verdade. Desde o nono ano, quando apanhei varicela ou lá o que foi (tardia, ya, se vos contar a história é simplesmente irónica...), que ainda não tinha faltado às aulas por motivo de doença... Mas esta vida de atleta e as mudanças de temperatura dão nisto! Isto anda mais ou menos assim: se toda a gente está com frio, eu estou bem. Se toda a gente está a congelar, eu estou com frio. Se toda a gente está com calor... eu ou estou com calor, ou então estou a ferver! Dizem-me que é por eu vir de Portugal... E acho que é verdade, temos o sangue mais quente ou o caraças (somos mais hottt, claro :P), e eu já aí andava sempre um bocado mais calorenta do que o resto do pessoal, portanto...

     Mas isto tudo para dizer que antes de ontem esteve calorzinho, eu e muitos mais tirámos o casaquinho, mas eu fui a primeira porque epá... ainda por cima a correr, não estão à espera que aqui a hottie :P não tenha calor pois não? E devo ter apanhado um resfriado qualquer que ontem a meio da manhã começei a sentir umas dores de cabeça... um nariz congestionado (uma expressão muito interessante, faz-me lembrar as notícias da manhã em Portugal: o tráfico na rua tal e tal está congestionado devido a.... :P. Não liguem, isto é da febre...) e coisas que tais.

     Depois se bem se lembram tive competição de atletismo. Foi... epá corri 100 feet em 18.9 segundos xD Não vos digo se é bom ou mau... Mas ficam já a saber que não sou atleta nem pouco mais ou menos, os meus desportos são outros :P

     E com o frio que estava lá em Mashpee, onde foi a competição, ainda fiquei pior. Por isso acordo hoje de manhã (tarde, adormeci...) e tenho a garganta feita num oito, dores de cabeça, mal tenho voz. Viva a minha sinusite que voltou... --' E pela primeira vez em muito tempo fiquei em casa doentinha...

     E pronto, daqui a bocado quero ver se vou à farmácia comprar qualquer coisa para a garganta, aproveito e digo à minha mãe para irmos comprar a tinta para pintar o cabelo de preto esta semana (que tal hoje? tenho de pensar nisso...) e mousse para os caracóis no meu belo cabelo.

     E acho que não tenho mais nada para dizer, sem ser que não ouçam techno quando estão com dores de cabeça, porque parece que os meus belos miolos estão a saltar ao ritmo da música... Mas não consigo, o DJ é bom, é grego (isso é a parte má :P), e já ando a tentar fazer o download das músicas dele à uns 4 dias, mas o limewire não estava a "funceminar". Por isso agora há que aguentar :P

   "You'll always be my baby."  Canta a cantora. "Touch me in the morning, and last thing at night. Take me a lil higher... I'm feelin it too. Tell me what you're feeling..." . "Pull me a lil closer... I need you so much" .

     Está bem, letra bem, bem interessante. É das poucas músicas do Dj Tiesto que tem alguém a cantar.

     Bem, já chega de relatar... E por favor alguém venha para o MSN que eu estou com uma vonta de de teclar que só eu é que sei... Isto é um vício, sim!!

 

Bjoo (Não, é melhor não, estou doente, não quero espalhar isto...)

Liz*e

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publicado por Do outro lado do oceano às 16:03
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Dia com todas as cores.

 

  By: Ana

     São 22.50, a esta hora normalmente já ando a sonhar com umas parvoeiras quaisqueres, mas hoje ainda cá ando. E porquê? Bem, tive o dia mais estafante e ocupado desde que cheguei aos states.

     De manhã nem me lembrei que hoje era o dia em que ia saber se tinha entrado ou não na NHS (National Honors Society), que é uma associação de estudantes a nível nacional para todos os que têm notas... boas, e depois ainda têm em consideração os desportos que fazes, trabalho extra-curricular, voluntariado, etc. Bem, entrei, não podia ter ficado mais feliz porque ajuda à minha causa de "quanto melhores as notas, mais tempo passo em Portugal".

     Depois disso, todo o pessoal do 11º ano da escola teve três pessoas a dar apresentações sobre drogas, alcool e conduzir depois de se consumirem cenas dessas. A última mulherzinha acabou a apresentação a falar do filho que está numa instituição paralizado por causa de cenas do género... Foi um bocado para o forte, da maneira que sou estava a ver que ia começar a chorar... E não faltou muito... Mas pronto...

     Depois tive treino de atletismo, chegou o calor e tivemos a suar... um bocado... Estava com as pernas já a darem de si. Isto vida de atleta não é para mim.

     Depois consegui que uma amiga minha me desse boleia para o sítio onde ia ter a primeira aula de jornalismo num jornal aqui do burgo. Mas como aquilo era só às 6.30, fomos ao MCDonalds (já lá não ia à uns 6 meses, e foi em Portugal...), e depois fomos para casa dela, onde tentei arranjar-lhe o MSN (e aproveitava para teclar com o pessoal que estivesse online), mas não consegui. Agora chego a casa e ela diz que conseguiu entrar online... Parece que afinal arranjei mesmo, mas não sei bem como!

     A aula de jornalismo correu bem, foi divertido até, mas acabei às 8.10, cheguei a casa ainda de fato de treino do atletismo, fui jantar, e aí já eram umas 1 e tal da manhã... Já está tudo na dormida. Por isso vim aqui relatar os acontecimentos do dia, tenho sempre de teclar alguma coisa todos os dias, nem que seja aqui, já que no MSN hoje... nada :( É uma tristeza.

     E amanhã (hoje pelas horas daí), tenho competição de atletismo e só chego a casa lá para as seis e meia. Não posso matar o vício de teclar com vocês, dá-me cabo do coração!! :P

     E agora dêm-me licença, vou tomar banhinho que bem preciso, águinha quentinha como eu gosto e pôr-me a fazer ó ó que estou de rastos.

     E já agora, não se esqueçam de ver também aqui o post a seguir que foi prontamente elaborado na primeira aula da manhã de hoje...

 

 

 

Bjoo fofinho ^^

Liz*e

 

 

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publicado por Do outro lado do oceano às 04:18
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Tempos sonhados.

 

Rapidamente o ponteiro anda...

Tic, tac, tic, tac, tic, tac.

Passam segundos, minutos, horas.

Dou por mim perdida pelos meus mundos...

Alguns secretos, outros nem por isso.

As horas passam a dias.

14 dias...

 

Está quase =)

 

Bjoo com um raiozinho de sol e um pouco de luar...

Liz*e

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 02:54
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Nublado como eu.

 

 

 

 

Olho pela janela, o céu está nublado...

Deve estar a transmitir o que vai no meu pensamento.

Confusão, perguntas, saudades.

Não há muito que possa fazer, apenas aproveitar a vida aqui.

Mas quando vou aí, faço o quê?

Estou de férias no meu país, ou estou a viver no meu país?

Faço de conta que durante 6 dias vivo aí?

Ou nem por isso?

Ando a brincar ao faz de conta...

E a verdade?

"I rather spend my life pretending, than having to forget you for one whole minute"...

                                                                               Crush crush crush . Paramore

Acho que até gosto de brincar ao faz de conta...

 

Bjoo with a cherry on top

Liz*e

 

sinto-me:
música: Tocar, tocar . SP & Wilson

publicado por Do outro lado do oceano às 22:40
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Domingo, 6 de Abril de 2008

O fim, ou talvez não ;)

 

     Tudo começou numa aula de matemática. Enquanto se corrigia o trabalho de casa que é a maior seca desta vida, já bem não basta fazê-lo, ainda temos que "refazê-lo" na aula (e sim, eu sei que é para o nosso bem, bla bla bla), estava eu a pensar no que ia fazer para me distrair. Peguei numa folhinha de linhas em branco... E comecei a escrever uma história. E não, não foi a história que escrevi por aqui abaixo. Era uma história para crianças que começava:

Os seus cabelos longos e dourados voavam ao sabor do vento...

     Escrevi a história toda. Uma folha inteira. Cheguei ao fim. E não gostei. Demasiado do género "conto de fadas". Deitei a folha para o lixo. E o trabalho de casa já tinha sido corrigido, mas com a minha falta de paciência, peguei noutra folha de linhas. E escrevi:

Os seus cabelos longos, dourados e perfeitamente lisos eram o seu tesouro e motivo de inveja para muitas. A primeira vez que ele ouviu isso da boca dela, duvidou logo.

     E foi assim que comecei a história que acabei por acabar... na aula de matemática, é verdade, não sei quantos dias depois. Coincidências :P

     E agora chegou o momento de agradecer a colaboração, o apoio e muito mais de todos:

- JC - Contribuiu para dois títulos dos posts (tive uns certos problemas com isso) "Se me amas" e "Murro no passado". Também está sempre aqui para criticar, é que nem é preciso pedir nem nada! Mas eu agradeço, ele sabe disso ;)

- simplicidade_complexa - Que foi a primeira a comentar a minha história e que me convenceu a continuar quando eu estava a pensar que isto não estava lá grande coisa... Obrigada e também gosto do teu blog :)

- M.S. - Anónima, mas que também comentou a história várias vezes, diz que também gostou e eu não poderia ficar mais feliz por isso. :)

- with some life - Também comentou aquele post mais picante, parece que escrevi bem porque ela conseguiu retratar-se no que escrevi, e obrigada também! :)

- Agradeço seja lá a quem for que eu "roubei" fotos, quer seja do sapo, fotógrafos do site olhares.com entre outros.

     E no meio disto tudo descobri que tenho um gostinho por fotografia... É verdade, para tirar não tenho muito jeito, mas para ver poderia passar horas a fazê-lo. Por isso criei mais um blog. http://a_objectiva_do_ser.blogs.sapo.pt/

     Mais uma vez, agradeço ao JC por ter desencantado o nome para o blog :P

     Passem por lá, se comentarem aqui a gerência agradece, e até à próxima.

 

Bjoo with a cherry on top ;)

Liz*e

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 15:45
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XI. O sol tem um novo brilho

    

     Liana e Sebastian decidiram passar a noite juntos, depois de Liana ter contado tudo o que sabia de novo. A parte em que Rúben planeava matar Sebastian deixou todos abalados, mas decidiram não pensar muito no assunto agora que Rúben estava preso e à espera de julgamento. Mas tudo mudou com um telefonema nessa manhã.

- Liana, o teu telemóvel está a tocar...

- Não quero saber... - resmungou Liana, ainda meio a dormir.

- Queres sim, pode ser da polícia.

     Ao ouvir essa palavra, Liana levantou-se rapidamente e atendeu.

- Liana?

- Olá Laura. Passa-se alguma coisa?

- Sim... Telefonaram-me agora da polícia.

- Novidades?

- O Rúben foi encontrado falecido na cela onde estava. Suicídio. - respondeu Laura, depois de um suspiro.

     Houve silêncio dos dois lados da linha. Sebastian levantou-se e tentou estudar a expressão de Liana, mas não conseguiu decifrar o que se passava. Por fim, Laura quebrou o silêncio.

- Eu disse à polícia que ia lá contigo hoje. Eles já tentaram falar com a família, mas sabem muito pouco de onde vivem e quem são.

- Há três anos quando namorávamos ele vivia com a mãe. Mas nunca mais soube nada dela, e eles não eram muito chegados...

- A que horas queres ir lá?

- Quando é que não estás a trabalhar no ginásio?

- Eu... estou desempregada. Demiti-me e contei ao dono que tinha fornecido a tua morada a um estranho através do computador de lá.

- O quê?! Mas porquê? Não precisavas de o fazer!

- Precisava sim, não me sentia bem. Já tenho um novo emprego em vista, e também estou a pensar voltar aos estudos.

- Ok... Então, que tal daqui a uma hora? Encontramo-nos na polícia? Quero esquecer isto tudo de vez...

- Sim, concordo. Até já então.

- Até já.

     Depois de dar a notícia do suícidio de Rúben a Sebastian, Liana telefonou a Rita a dizer não só as novidades, mas que também queria que ele estivesse com eles na polícia.

- Ok. Vou para lá daqui a pouco. E olha, encontrei a tua mãe às compras com o Paulo. Fazem um parzinho maravilhoso.

- Aquilo vai às 5 maravilhas. Estou feliz por ela. Até já.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Parece que acabou o pesadelo... - comentou Sebastian nessa mesma noite, enquanto jantava com Liana em casa dele.

- É verdade... Acabou por ser mesmo uma história digna de filme policial... Nunca vou é chegar a perceber o que fez o Rúben voltar e onde esteve estes 3 anos. Mas também pouco me interessa. O bom desta história toda é que me fez perceber que encontrei o amor da minha vida.

- Quem é o desgraçado? - brincou Sebastian.

- Não sei... Mas se fosses tu, acho que não te importavas! - respondeu Liana, rindo-se e tocando nas mãos de Sebastian por cima da mesa.

- Sabes o que é que podíamos fazer agora?

- O quê?

- Não te digo. Esperas um bocado e acabas de jantar primeiro.

- Já sabes que detesto quando fazes isso! Sou demasiado curiosa...

- Hoje quem manda sou eu...

- Da última vez quem mandou também foste tu.

- Não, não. Da última vez quem mandou foi a parede de tua casa...

- Realmente tens uma certa razão... - concordou Liana, enquanto se ria.

- E agora para sobremesa...

- É que nem penses. Primeiro dizes o que íamos fazer, depois então vem a sobremesa...

- Mas se eu te disser já não comemos a sobremesa!

- Então não digas! Faz! - suplicou Liana

     Sem mais demoras, Sebastian levantou-se, fazendo com que Liana o fizesse também, e começaram a beijar-se...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Eu bem disse que já não íamos à sobremesa... - comentou Sebastian, deitado ao lado de Liana e acariciando-lhe o cabelo.

- Eu gosto mais da sobremesa que tu me deste...

- Pois, pois, o que tu queres sei eu...

- Ai sabes? Sabes que te quero a ti?

- Tinha uma ideia...

- E sabes que te amo?

- Hmm... Eu amo mais.

- Nah, nah. Eu amo mais. - picou Liana.

- Se me amas assim tanto, deixas-me comer o bolo todo.

- O que é que isso tem a ver?

- Absolutamente nada.

- Sabes que és um parvo, não sabes?

- Sei. E também sei que gostas de mim assim, e dois parvos juntos dão-se sempre extremamente bem.

- Tantas verdades juntas...

     E beijando Sebastian, novamente os dois se perderam um no outro, mas desta vez, com ela a mandar. ;)

                                                                                                   FIM...

                                                               :)

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 01:38
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Sábado, 5 de Abril de 2008

X. Presas ao mesmo passado.

- Liana, a Laura tem namorado?

- Não sei. Ela sabe da vida de todos, mas ninguém sabe da vida dela lá no ginásio. Sabes de alguma coisa Sebastian?

- O namorado acabou com ela há duas semanas. Ele é meu amigo... Por isso é que lhe perguntei se ela estava bem, e depois tu reparaste nos braços dela.

- Então ela ainda não deve ter outro namorado num espaço de tempo tão curto. Mas as marcas foram de certeza de violência contra ela. A desculpa "caí nas escadas" foi óbvia...

- Não podes ter a certeza... Pode ser tanta coisa...

- Eu acho que foi o Rúben.

- Faz sentido... Mas... Não consigo ter assim tanta certeza.

- Se essa ideia te passou pela cabeça é porque, sim, é bastante provável.

- Eu espero isso e muito mais dele...

- Isto parece cada vez mais um filme policial! E eu que sempre preferi filmes românticos...

- Eu tenho a certeza que depois disto tudo vocês vão fazer uns belos filmes românticos, não é maninho? Mas por enquanto temos de estar alerta.

- Tu até te estás a divertir com isto, não estás?

- Sinceramente? Estou. - respondeu Rita, tentando aliviar o clima.

- Que tal irmos os três ao ginásio amanhã?

- Eu não o quero encontrar...

- Nós vamos estar contigo. Pode ser que descubramos alguma coisa.

- Fica combinado então. A que horas?

- O ginásio abre a que horas?

- Às 9.30 da manhã. A Laura entra ao serviço às 10.

- Então às 10 lá estaremos.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

     No dia seguinte, os três entravam as portas de vidro do ginásio e já Laura se encontrava na sua secretária habitual.

- Olá Sebastian, Liana e...?

- Rita.

- Rita... Olá.

     Laura continuava com os braços marcados, mas começava a notar-se menos. A expressão dela é que continuava a ser de agitação sempre que os via.

- Liana?...

- Sim?

- Tu tens... falado com o teu amigo, o Rúben?

- Hmmm... Não, nem por isso. Porque perguntas?

- Porque hmmm... Posso falar contigo? A sós?

     Liana olhou para Sebastian e Rita, sem saber bem o que fazer.

- Não, aquilo que quiseres falar, tens de o fazer com um de nós ao lado. - respondeu Rita.

     Vendo que ninguém lhe ia responder, Liana tentou acalmar a situação.

- Porque é que não falamos aqui, e vocês os dois sentam-se ali naqueles sofás? Assim vocês estão a ver-me, mas longe o suficiente para não ouvirem a conversa.

- Boa ideia - respondeu Sebastian - Vamos Rita.

     Enquanto Laura e Liana se sentavam na secretária do ginásio, Sebastian e Rita olhavam atenciosamente para as duas.

- Liana, primeiro tenho que te pedir desculpa...

- Não, primeiro tens de me explixar tudo. Tenho uma certa urgência em saber. De tudo... Não deixes nada de parte por favor.
- Ok... Depois de teres ido embora no dia em que deixaste cair o peso em cima do pé dele, o Rúben veio ter comigo, trocámos números de telefone e decidimos encontrarmo-nos nessa mesma noite. Logo isso foi um erro, eu nem o conhecia! Mas tu sabes o quanto quero um namorado, e que quando eles são giros então... É a minha fraqueza!

     Houve uma pausa, mas Liana preferiu não comentar. Durante algum tempo Laura andou loucamente atrás de Sebastian, o que não tinha deixado Liana muito feliz, apesar de na altura ela ter achado que não sentia nada por Sebastian.

- Saímos então, e não fiquei muito feliz por ter-mos passado mais tempo a falar de ti do que qualquer outra coisa. Cheguei mesmo a adizer-lhe isto e ele mudou de tema de conversa durante o resto da noite. Quando era altura de ir para casa ele pediu-me se eu sabia a tua morada. É claro que não sabia, mas estava no computador do ginásio. Ele insistiu que eu fosse ao ginásio, às 11 da noite, para lhe dar a morada! Disse que não. Mas depois de ele... me beijar e dizer que queria voltar a ter amigos aqui, que vocês tinham sido bastante amigos... eu lá fui. Outro erro! Depois fomos para minha casa... Não é preciso contar mais nada, pois não?... Mais um erro...

- Ok... E as marcas nos teus braços? Foi... dessa noite?

- Não... não... No dia a seguir ele voltou lá a casa de surpresa e estava muito irritado...

- Deve ter sido depois de vir de minha casa...

- Pois, eu imaginei. Ele começou a paerguntar porque é que eu não lhe tinha dito que tinhas namorado, como é que ele se chamava, à quanto tempo andavam...

- Tu disseste-lhe como é que ele se chamava? - perguntou Liana, tentando não usar um tom acusatório.

- Não! Já tinha percebido que ele era... horrível! Eu não lhe disse e ele começou a bater-me e obrigou-me a... a... obrigou-me a...

     Laura estava perto de desatar num pranto, e Liana sabia muito bem o que é que Rúben a tinha obrigado a fazer.

- Já percebi Laura. Obrigado por teres feito isso.

- Obrigado? Eu dei-lhe a tua morada! Eu só fiz asneira!

- Mas fizeste bem em protegeres o Sebastian. Laura... Tu tens de denunciar o Rúben à polícia...

- Já o fiz...

- Já? - Liana estava espantada. Era algo que ela não conseguia fazer, sem ser em casos extremos... Mas se formos a ver... Este era um caso extremo.

- Sim. A minha irmã viu o estado em que eu estava... Fomos à polícia, eles tiraram fotos dos meus braços, etc. Apanharam-no ontem. Ele tinha um revólver no carro e coisas do género... Acabou por confessar que... queria matar o Sebastian...

     As duas olharam para Sebastian. Tudo isto por causa dela, pensava Liana. Ele podia ter...

- Eles vão chamar-te a depôr. E esperemos que não saia tão cedo...

- Laura, só há uma coisa que ainda não percebi... Porque é que o Rúben voltou e onde é que esteve este tempo todo?

- Não faço a mínima ideia. Eu perguntei-lhe, mas ele mudou sempre de tema. Pensei que tu sabias...

- Não, não sei...

     As duas abraçaram-se, enquanto Sebastian e Rita se aproximavam. Sem saberem bem o que se passava e o que fazer, permaneceram à espera que Liana contasse as últimas novidades.

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publicado por Do outro lado do oceano às 20:42
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

IX. Coincidências existem?

- Desculpa ter discutido contigo no outro dia. Mas a partir de agora, por favor, conta-me tudo... Principalmente se tiver a ver com o Rúben.

- Eu sei. Desculpa. - respondeu Liana. Depois do choque desse dia, Liana tinha recuperado e Rúben não tinha voltado a aparecer.

- Eu vi-o no dia em que discutimos. Logo a seguir a levantar-me da mesa, fui para o carro e ele estava no parque. Na altura pensei que era alguém parecido, mas afinal era mesmo ele...

- Isso quer dizer...

- Que ele anda a seguir-te.

- O que é que eu faço?

     Nesta altura apareceu Sebastian. Os três iam almoçar juntos.

- Olá maninho. Explica à Liana o que achas que devemos fazer em relação ao Rúben. Eu vou buscar a nossa comida.

- Liana, eu estive a falar com a Rita, e a melhor opção é denunciares o Rúben à polícia. Mesmo que ainda não tenhamos provasm se acontecer alguma coisa já podemos...

- Não!... Não! Isto parece um filme policial, não!

- Liana...

- Eu não vou denunciar ninguém à polícia!

- Tu ainda gostas dele, não gostas? É por isso que estás com pena dele!

- Isso não é verdade! Eu não gosto dele!

- Não?!

- Não PARVO! Eu gosto é de ti!! - gritou Liana. Exaltada com as acusações de Sebastian, Liana nem pensou no que estava a dizer. Simplesmente disse o que sentia. Os dois entreolharam-se e Rita interrompeu o clima.

- Liana, só para que saibas, metade do centro comercial sabe que tu gostas do meu maninho... E tu, "parvo", se há coisa que eu sei, é que a Liana gosta mais de ti agora do que antes do Rúben ter aparecido. E para os dois, eu acho que não devemos denunciar o Rúben até haver algo de concreto para o acusar.

- Não? - perguntou Sebastian.

- Não. Mas acho que a Liana não pode estar nunca sozinha. Hoje dormes em minha casa. E não sais sem eu ou o Sebastian estarmos contigo.

- Até quando? Eu não quero viver escondida!

- Eu sei. Até ele voltar a aparecer ou até sabermos mais alguma coisa.

- Tudo bem...

     Os três almoçaram e foram passear pelo centro comercial, até que Liana recinheceu Laura, a recepcionista do Health Club, às compras.

- Olá Laura, tudo bem?

- Liana! - a expressão de Laura foi uma de "porque é que te encontrei aqui...".

- Passa-se alguma coisa? - perguntou Sebastian, que conhecia Laura vagamente através de um amigo. Foi nesta altura que Rita, a mais observadora e pertinente dos três, reparou nos braços de Laura.

- Desculpa, eu sei que nem nos conhecemos mas... que marcas são essas nos teus braços?

- São... Nada! Caí nas escadas, aleijei-me um pouco, foi só isso!

- A desculpa habitual... - sussurrou Rita.

- Laura, podes fazer-me um favor? - pediu Liana.

- O que é? - perguntou desconfiada Laura.

- O Rúben, aquele que estava comigo no ginásio no outro dia, lembras-te dele? - Liana sabia que Laura se ia lembrar, não só por ter havido uma certa química entre eles, mas porque Laura não se esquecia de nenhum rapaz interessante que lhe passava pela frente.

- Hmmm... Sim, vagamente! Porquê?! - Laura estava extremamente agitada.

- Ele tem ido ao ginásio?

- Sim, uma vez ou outra.

- Ok, era só isso, obrigada.

- Mas porquê?!

- Curiosidade Laura. Apenas curiosidade...

sinto-me:
música: Pieces - Sum 41

publicado por Do outro lado do oceano às 02:52
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