Sábado, 29 de Março de 2008

IV. Palavras não ditas.

- Liana...

     Sebastian simplesmente não conseguia esperar mais. A viagem de carro, a entrada no bloco de apartamentos e o tempo de Liana pousar a mala tinha parecido uma eternidade.

     Ele resolveu avançar para junto dela. Pôs as mãos na sua cintura e encostou-a a ele, enquanto baixava os lábios para os dela. Um segundo depois já se beijavam desejadamente. As línguas dos dois dançavam e procuravam, enquanto as mãos dela tocavam no pescoço de Sebastian, para depois subirem um pouco...

     De repente Sebastian parou de a beijar, agarrou Liana pelas pernas e segurou-a contra a parede... Rodeando a cintura de Sebastian com as pernas, Liana voltou novamente a tentar chegar aos lábios dele. Mas Sebastian não deixava...

- Pára com isso... - sussurrou Liana - Nâo me tortures...

     Durante 1, 2, 3 segundos ambos trocaram olhares. E novamente Sebastian beijou Liana, como se nada mais no mundo existisse. Só eles os dois e a parede da casa dela. Pouco tempo depois, Sebastian pousou Liana no chão, pegou-lhe na mão e conduziu-a para o quarto dela.

     Depois de Liana fechar a porta, Sebastian sorriu, pegou nela ao colo e sentou-a em cima da cama, sentando-se também. Liana voltou-se para Sebastian e desapertou um por um os botões da camisa dele, enquanto ele a olhava desejadamente. E mais uma vez recomeçaram a beijarem-se, enquanto as mãos dele delineavam o pescoço dela, descendo para o decote, acariciando um seio, depois o outro, por cima do vestido que começava a estar a mais no meio dos dois... Por isso a outra mão foi à procura do fecho do vestido. Menos um obstáculo... Um pouco depois Liana estava deitada, de lingerie, enquanto desapertava o cinto e o fecho das calças de Sebastian.

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     Sebastian deitou-se levemente por cima de Liana, beijando-lhe o pescoço enquanto ela fechava os olhos e inclinava-se levemente para trás. Sebastian levou uma mão ao seio direito e acariciou-o levemente, enquanto Liana começava a sentir os conhecidos arrepios pelo seu corpo...

     Liana começou também a deixar deixar descer as suas mãos, mais e mais, passando dos cabelos ao pescoço... do pescoço às costas, das costas para dentro dos boxers.

     Mais e mais o desejo de se terem um ao outro crescia, até não haver mais roupa no meio dos dois. A mão de Liana foi ao encontro dele... movimentos para cima e para baixo, lento, rápido, lento novamente, mais rápido...

     Passou a ser a vez dela... Sebastian foi beijando o seu caminho até chegar ao ponto de prazer de Liana... Brincou, beijou, lambeu, levou-a quase ao auge, para depois de uma só vez entrar dentro dela... Suspiros, gemidos, gritos abafados... Até ambos se deixarem cair nos lençóis.

- Obrigado por esta noite... - Desabafou Liana enquanto sorria.

- Foi um prazer - brincou Sebastian. - Sabes que te adoro não sabes?

- Sei... - respondeu Liana. Mas as palavras que Sebastian tanto queria ouvir ficaram por dizer.

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 17:59
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III. Se me amas.

    

 

     Apesar de não viverem juntos, Liana e Sebastian dormiam juntos várias vezes por semana. Normalmente em casa dele, mas hoje Sebastian tinha telefonado a perfuntar se podiam sair e depois irem para casa dela.

     Enquanto Liana arrumava o seu quarto, pensava no que vestir. Sebastian deu a entender que iam a um restaurante um pouco formal. A primeira coisa peça de roupa que Liana se lembrou seria apropriada foi o vestido preto, curto, que ela tinha escolhido com Rita no 11º ano. Foi o mesmo vestido que Rúben ajudou a despir nessa noite. A noite em que Liana perdeu a virgindade por alguém que a estava a usar.

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- Liana?

- Sim Rita.

- Planos para esta noite?

- Sim, vou sair com o Sebastian. E sabes o que vou levar vestido?

- Não, mas tenho a certeza que te fica a matar, como tudo o resto!

- O vestido preto que comprámos no 11º...

- E isso não te traz recordações?

- Traz. Mas preciso de esquecer isso tudo e perder o meu medo. Acho que tens razão naquilo que me disseste de manhã.

- Óptimo Liana! Diverte-te. Trata bem o meu irmão...

- Ok, vou tentar. Tenho de desligar, ok? Ele deve estar a chegar.

- Ok 'miga. Beijinho.

- Xau, obrigada.

     Depois de maquilhagem aqui e ali, Liana olhou-se ao espelho.

- Nem está nada mal.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Já te disse que estás muito gira não já?

- Já, umas 10 vezes - respondeu Liana enquanto sorria.

     Sebastian estava a tentar o máximo por não pegar em Liana, beijá-la e dizer-lhe que não era igual aos outros. Mas o objectivo era ele fingir que não sabia de nada. Já era um milagre Liana estar a responder positivamente aos seus elogios. Era aproveitar enquanto dura.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- O jantar estava óptimo, obrigado.

- Não fui eu que o cozinhei, tens de agradecer ao cozinheiro do restaurante. :P

- Tens razão. Mas foste tu que pagaste e escolheste o restaurante.

- Por mim repetíamos todas as semanas.

     Liana olhou para Sebastian. Havia esperança, um brilho nos olhos dele, mas algo mais... amor talvez? Como é suposto ela saber se nunca lhe tinha sido esse sentimento demonstrado?

- Ias à falência!

- Pois, isso é verdade. Mas podemos ir agora para tua casa e não se paga nada. ;)

- Vamos - respondeu Liana. E pela primeira vez em 3 meses, andaram de mãos dadas até ao carro.

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 01:29
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

II. Um novo começo.

- A minha mãe vai casar-se Rita! Com 39 anos, 20 anos depois de me ter tido, 15 anos depois do seu último namorado... E tu achas normal?!

- Acho! Se eles já namoram há muito mais de um ano e se estao felizes e se amam, porque não?!

- Será que eu sou a única pessoa que está a ver as coisas como devem ser?!

- Não Liana, tu és a única que vê tudo o que é suposto ser rosinha e perfeito a preto e branco! Eu não sei como o Sebastian te atura...

- Eu também não sei como ele me atura. Já lho disse. E perguntei também porque é que ele não me deixa.

-TU FIZESTE O QUÊ?! Liana, nós precisamos de falar...

     Rita, para além de ser a melhor amiga de Liana, era também meia-irmã de Sebastian, que foi adoptado pela família quando tinha 3 anos.

- Liana, o meu irmão adora-te. Ele não é como os namorados que a tua mãe teve, nao é como o teu pai que não conheces, não é como o Rúben!

- Não digas o nome dele! Por favor...

     Sempre que o nome Rúben era pronunciado, ódio tomava conta de Liana... Como Sebastian dizia, so mesmo os seus olhos permaneciam serenos.

- Porquê Liana? Porquê tanto medo? Já é tempo de esqueceres sequer que ele existe e deixares o Sebastian gostar de ti.

- Não é medo! É... é... não quero sofrer outra vez!

     O telemóvel de Rita começou a tocar. Era Sebastian. Tinham combinado almoçarem juntos.

- Liana, o Sebastian vai tratar-te bem se o deixares. Tenho de ir amiga. Xau

- Adeus...

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     Sebastian esperava sentado numa mesa na área de restauração do Centro Comercial pela irmã. Rita e Sebastian tentavam almoçar juntos pelo menos uma vez por semana, o que às vezes se tornava uma tarefa difícil porque os dois estavam a tirar cursos diferentes em universidades diferentes.

- Olá maninho!

- Olá maninha! Então como vai a minha Engenheira preferida? 

- Cala-te! - Brincou Rita enquanto se ria. Sebastian estava a tirar Medicina e sempre foi desde pequeno o menino prodígio da família. Isto foi uma razao para alguma inveja da parte de Rita quando eles eram mais novos. Mas agora com 20 anos, Rita tinha um orgulho enorme em ter Sebastian como irmão um ano mais velho.

- Então que vamos almoçar?

- Não sei senhor Doutor, mas deve recomendar-me alguma coisa saudavel não?

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- Então Sebastian, como vão as coisas com a Liana?

     Os olhos azuis de Sebastian escureceram de imediato. Era um sinal que a irmã reconhecia como sendo tristeza.

- Não sei, não percebo a tua melhor amiga. Mas tu também continuas a não me explicar não é?

- Sebastian, eu já te disse que só não te contei nada porque a Liana pediu-me para não o fazer. Mas eu estou cada vez mais preocupada com ela e acho que se souberes podemos ajudá-la.

- Mas é assim tão grave? É alguma coisa de saúde? O que é que eu posso fazer?

- Calma...

     Rita começou por contar a história da mãe e do pai de Liana. Depois o namorado da mãe quando Liana tinha 5 anos. E depois, Rúben.

- Eles conheceram-se no final do 10º, quando o Rúben foi para a nossa turma... Passaram de amigos a namorados, de namorados a uma obcessão da parte dela. E ele fez dela tudo aquilo que quis. Traiu-a, acabaram, recomeçaram quando ele quis, mais traições, roubou-lhe dinheiro, acabaram e eu convenci-a a nunca mais recomeçarem... E não, nunca mais houve nada. Mas por umas duas vezes depois disso ele obrigou-a a ir para a cama com ele. Eu insisti para ela ir a polícia, mas é claro de que nada iria fazer e so ia piorar as coisas. De repente ele desapareceu, e nunca mais ninguém o viu por aqui. E a Liana também tinha demasiado medo para lhe telefonar, até porque já nada havia entre eles.

     Quando a irmã acabou, Sebastian estava sem palavras. Agora tudo fazia mais sentido. Por causa de um... não, três até, filhos de... enfim... ele não podia ter aquilo que Liana lhe tinha para dar.

- E o que achas que posso fazer?

- Tens de lhe provar que não és igual aos outros. Ela está a começar a perceber isso. Que nem todos são como aqueles três.

- Como assim?

- A mãe dela vai casar-se com o namorado de um ano e meio. Foi um choque para a Liana. Ela e a mãe eram tipo "parceiras" em não deixarem nenhum homem entrar na vida delas. Agora a mãe quebrou a "promessa", e está feliz com a decisão. E a Liana começa a questionar se a ideia que ela tem de vocês rapazes nao estará errada.

- O que achas que posso fazer para a convencer de que gosto mesmo dela?

- Eu vou falar mais com ela. Vou fazer de investigadora privada e vou-te dando dicas. Faz de conta que esta conversa nunca existiu. Mas na minha opinião, ela lá no fundo gosta de ti, mas ainda não se apercebeu disso. Eu vou fazer os possiveis para vos ver juntinhos.

     A conversa já ia tão longa que Sebastian e Rita há muito tinham acabado de almoçar e passeavam pelo centro comercial. Despediram-se e Rita foi estudar para casa, enquanto Sebastian telefonava a Liana. Hoje ia começar uma fase nova na relação deles. Ou assim ele o esperava.

 

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 21:59
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

I. O passado não esquecido.

    

     Os seus cabelos longos, dourados e perfeitamente lisos eram o seu tesouro e motivo de inveja para muitas. A primeira vez que ele ouviu isso da boca dela, duvidou logo.

- Não concordo. Tens muito mais do que cabelos bonitos. Tens os olhos mais cativantes que alguma vi...

     Os olhos de Liana eram de um verde-água e brilhavam seja lá que hora fosse, não reflectiam nunca o seu estado de espírito. Mesmo quando ódio tomava conta dela, os olhos de Liana permaneciam límpidos e brilhantes. Sebastian costumava dizer que gostava que Liana tivesse a alma que os seus olhos transmitiam. A expressão "os olhos são o espelho da alma" não funcionava para a sua atraente namorada.

- Cala-te, nem comeces...

     Sebastian suspirou. É sempre assim. Um elogio a Liana é muito pior do que uma crítica. Principalmente se o elogio vier dele. Mas nada melhor do que um banho para limpar as desgraças do dia.

     Enquanto o seu namorado se despia, Liana olhava-o subtilmente. Namorado... uma palavra que a irritava um tanto. Para ela, um namorado não é igual a gostar de alguém. Não, nunca mais. A primeira vez e a última que isso aconteceu, Liana sofreu e sofreu. Agora, um namorado é alguém com quem ela tem relações por quem se sente atraída. Ponto final, parágrafo.

     Enquanto a água quente corria pelo eu corpo, Sebastian pensava em Liana. O dia em que a conheceu... Através da irmã e muita persistência, ele lá arranjou o seu número de telemóvel. E devido a ainda mais persistência, ela concordou em sair com ele. Definitivamente a primeira saída foi com a esperança que ele a deixasse em paz. Mas Sebastian não se deu por vencido. Depois de uma saída, veio uma segunda e uma terceira. Tudo em Liana o excitava... O corpo dela era tão perfeito que ele pensava que tal beleza não existia numa pessoa só. Mas a verdade excruciante para Sebastian é que desde essas primeiras saídas, pouco mais de Liana lhe tinha sido dado a conhecer. Ou melhor, o corpo de Liana ele acabou por conhecer melhor do que o seu. Mas os segredos dela, os medos, os sonhos, ... O passado! Nada disso Sebastian sabia sobre a sua deusa de cabelos dourados. E até tinha medo de perguntar...

    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

     Liana começou a marcar o número de telefone que sabia de cor.

- Olá Mãe. Como estás?

- Olá Liana, querida, estou óptima! Tenho óptimas novidades! Estás sentada?

     A última vez que que Liana ouviu a sua mãe dizer isto, foi para lhe dizer que tinha arranjado um namorado. Sim, isso mesmo. Um namorado. Carla, agora com 39 anos, foi mãe solteira aos 19. O namorado da altura deixou-a sem nada. Ou melhor, deixou-lhe a sua querida Liana para criar e mimar. E deixou também um alerta para as duas mulheres, que homens não são de confiança. Mas a gota de água foi quando Carla se "esqueceu" do alerta e se envolveu com outro homem, tinha Liana 5 anos, e este as deixou sem dinheiro devido ao vício dos jogos no casino. Depois de um namoro de um ano e meio, Carla esqueceu que o sexo masculino existia. Até à um ano e meio quando Paulo, um empresário de sucesso de 40 anos, entrou em cena.

- Eu e o Paulo... vamos casar-nos!!

     Liana tinha-se esquecido do aviso da mãe para se sentar...

- O quê? mas vocês só se conhecem há...

- Um ano e meio? Achas que é pouco tempo? Filha, foram os meses mais felizes da minha vida! Ele pediu-me ontem, foi tão romântico, deu-me um anel de diamantes com 2,5 kt... E a lua de mel...

     Liana não ouviu mais nada apesar de estar com o auscultador no ouvido. Dois namoros falhados que a sua mãe passou, e um namoro mais do que falhado que Liana tinha passado levaram a que o seu coração fosse reguardado contra desilusões amorosas. E Liana fazia isto sendo fria e não deixando nenhum homem gostar dela. Era o que acontecia em relação a Sebastian.

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 20:55
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Domingo, 23 de Março de 2008

Se eu fosse...

Se eu fosse um...

 
Mês....... seria Agosto. O mês dos meus anos, calor normalmente não falta e diversão.
 
Dia da semana..... Realmente não sei. Mas acho que sexta à noite... Ou sábado.
 
Número....... 5. Porque me apeteceu.
 
Planeta...... Marte. Talvez haja lá vidinha.
 
Direcção...... Assistida :P Esquerda. Pode ser a esquerda, não tenho preferência.
 
Móvel....... Cama... Pode-se fazer tudo numa cama. Pode descansar-se, pode... ler-se, pode ver-se televisão, pode... haver animação... :P
 
Líquido..... Água. Porque é fundamental, e porque só agora é que pensam em preservá-la.
 
Pecado...... Gula... Talvez porque eu sofra dele...
 
Pedra..... Quartzo róseo. É bonito.
 
Metal...... Ouro. Branco :P Que não existe no estado natural, mas juntando ródeo fica branco. Eu sei destas coisas... É o que dá ter uma ourivesaria, eh eh :P Sabiam que também existe ouro verde? Ah pois é.... xD
 
Árvore..... Macieira. Gosto do nome :P E de maçãs
 
Fruta..... Morango... doce mas um pouco ácido. Dá para juntar chantili. Dá para pôr chocolate... Dá para pôr açúcar. Dá para comer au naturale... E é afrodisíaco ;)
 
Flor..... Tulipas. Têm pétalas como as rosas, mas com cores mais bonitas, sem espinhos, cheiram ainda melhor... E pronto, são mais caras :P
 
Clima..... Calorzinho mas sem ser preciso estarem uns 40 graus e as florestas todas a arderem.
 
Instrumento musical...... Violino... Têm um som lindo...
 
Elemento...... Ar. Faz-me lembrar de sonhos...
 
Cor...... Azul. É uma cor linda, fica bem a toda a gente, céu e mar... enfim, é bonito.
 
Animal..... Gato *.* Esquilos e coelhinhos :P
 
Som..... hmm... boa pergunta... seria... o som do mar, pode ser.
 
Canção..... Qualquer uma romântica, a prometer amor eterno mas sem ser enjoativa. Escolham à vontade, não estou a ver nenhuma.
 
Perfume.... Qualquer um da ralph lauren... *.*
 
Sentimento...... Amor. Sem dúvida. Amor por amigos, pela cara metade, pela família. O que for.
 
Livro..... Não me lembro do título... Mas há um livro que li há montes de anos, devia de ter uns... 13 (ok, foi só há 4 anos :P) do Nicholas Sparks, e a história é linda, romântica, triste e feliz, picante e aventureira. Do melhor mesmo. Dá cabo do coração de qualquer um. Assim como eu :P (ou talvez não...)
 
Comida..... Qualquer coisa doce, doce, doce.. Mas sem ser enjoativa :P
 
Lugar....... Um lugar tropical... Com aventura, romance, e chique :P Escolham.
 
Gosto...... Qualquer coisa doce põe-me a quilómetros de distância...
 
Cheiro..... Perfume de gajooooo.... Ou qualquer coisa que tenha acabado de sair do forno... *.* (e não seja peixe).
 
Palavra...... Bittersweet. Porque faz sentido, e gosto. Em português pode ser... paixão... É uma palavra forte.
 
Verbo...... Amar.
 
Objecto...... Borracha. Dá para apagar aquilo que fizemos mal. Era bom que na vida também fosse assim!
 
Peça de roupa..... Soutien, melhores amigos das mulheres :P (Inimigos dos homens às vezes, eh eh)
 
Parte do corpo..... Olhos. Porque um olhar diz tudo.
 
Expressão...... “lol”. Nem sei se isto é bem uma expressão, mas devido ao meu muito teclar, também digo isso quando estou a falar normalmente em portugal.... irrita-me um bocado...
 
Desenho animado...... Minnie e companhia :P
 
Filme...... "Dirty dancing" babyyyyy. Ou um outro qualquer filme com dança envolvida.
 
Forma..... Seria um círculo. Difícil de desenhar... E não tem fim... E tem um “pi”... :P
 
Estação..... VERÃO... Eu quero o verãooo......
 
Frase....... “És boa”. :P Porque faz uma pessoa sentir-se bem. Não sei... Não tenho uma frase favorita.
 
Ora copiei isto como sendo um desafio... Mas ninguém me fez desafio nenhum, só gosto destas coisas... Por isso, e para que me fiquem a conhecer melhor, aqui está.
Bjoo with a cherry on top ;)
Liz*e
sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 21:34
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Sábado, 22 de Março de 2008

Spilling out...

Tenho tanto para dizer... Mas tão pouco ao mesmo tempo. Nem sei o que me apetece deitar cá para fora... Vou batendo nas teclas enquanto penso o que dizer... o que escrever melhor dizendo. São saudades... muitas... Há certas fotos... aquilo que estou a perder... faz-me ficar à beira de criar um rio de lágrimas... Não é justo! Não é!! Já não vale a pena dizerem-me que vai melhorar... não vale a pena... eu já pensei em todas as possibilidades. As mais malucas, as mais complicadas, as mais simples, as mais egoístas... mas nada resulta, tudo fica na mesma. Há alturas em que até me sinto bem por aqui... Até tenho um sorriso rasgado na cara. Até parece que está tudo bem... Mas depois não está. Depois chego a casa e existem os mesmos problemas de sempre. Depois chego a casa e ligo o computador e leio o que fizeram, o quanto se divertiram, os planos, os amores novos... Mas não! Não interpretem mal, não é este o problema. Porque quando não vos tenho a contar-me isso, ainda fico pior. Falta-me algo. Arrancam-me essa parte e é como se me estivessem a partir aos bocadinhos, como a uma boneca de cristal com olhos... de cristal como é óbvio. Às vezes estou assim, feita de cristal. Hoje estou assim. E escusam de dizerem que me percebem. Não percebem. E mesmo que percebessem, nada podem fazer. A culpa é minha. Eu tenho a noção disso. Por isso é que já disse, e planeio pelo menos tentar viver assim... Ilusões, expectativas? Não conheço essas palavras. Não me vou iludir mais... Já tenho ilusões para uma vida inteira. Cada vez que me esqueço disso, tudo me foge do alcance. E eu fico parada, olho para o sol e vejo-te a partir. E por "vejo-te" posso querer dizer tanta coisa. Posso querer dizer a minha vida a voar. Posso querer dizer as amizades a perderem-se. Posso querer dizer ter-te perdido a ti. Sim, a ti, sabes bem que és tu. Não te culpo mas... posso culpar a minha vida não? Acho que posso.

E não vale a pena dizerem que não, que vou estar sempre aqui «3. Porque não vou. Acho que nunca mais me vou esquecer, numa aula de comunicações, um capítulo inteiro a falar sobre "body communication". E tive a pergunta na minha cabeça durante a aula inteira, até resolver perguntar... Então isto tudo quer basicamente dizer que... relações à distância, seja lá de que maneira for, não podem existir. Ao que a setôra respondeu: normalmente os seres humanos precisam de algo físico nas relações. Essa parte é importante. É claro que é importante... Quem é que não sabe isso? Talvez só mesmo eu, porque não me apetece mesmo ouvir isso. Mas lá que é verdade, lá isso é.

Blah. Isto já vai longo outra vez. E eu que tinha dito que hoje não escrevia muito...

Bjoo... with a cherry on top, se a quiserem...

Liz*e

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 02:00
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Can you keep a secret?

 

 

Mais uma vez venho aqui fazer o relatório do último livro que li. Acabei-o à uns 15 minutos, e adorei!!

Ao contrário de "Poseur", não é sobre adolescentes, não decorre nos Estados Unidos e não fala propriamente sobre moda. Não tenho nenhuma frase que tenha adorado, nada que se relacione propriamente comigo. Mas a história e o livro em si são absolutamente viciantes.

"Can you keep a secret" é um best-seller que fala sobre uma Inglesa de 25 anos, Emma Corrigan, que trabalha numa empresa tipo Coca-Cola e é assistente de marketing. Ou melhor, está abaixo desse nível, portanto é uma das mais recentes trabalhadoras na empresa. Emma viaja num avião, e depois de várias peripécias, e muita turbulência, acaba por contar, todos, mas mesmo todos os seus segredos ao homem que se senta ao lado dela. E quando falamos em segredos, são coisas que ela nunca contou a ninguém, mas durante a turbulência deitou tudo cá para fora a pensar que ia morrer. Contou que achava cuecas de fio dental descomfortáveis, que adorava champagne numa primeira saída romântica, que o namorado não a satisfazia sexualmente... isto tudo a um desconhecido. Mas ele deixou de ser um desconhecido, quando Emma descobre uns dias depois que Jack Harper é o patrão Americano da empresa multi-nacional. Ora como é óbvio eles acabam por gostar um do outro, e montes de coisas se passam. Mas no fim tudo fica bem, os pombinhos ficam juntos tal como se quer, e eu vou começar a ler o segundo livro que comprei da mesma autora, entitulado "Undomestic goddess".

Quando está tudo de férias em Portugal e não há ninguém para se teclar com, o que é que se faz? Leitura....  Que eu até adoro, mas já tenho saudades das minhas conversas por computador das 4 às 9.

Bjoo with a cherry on top ;)

Liz*e

música: Cause to love you - Fingertips

publicado por Do outro lado do oceano às 15:33
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Ameaça de bomba

(O bush coitado desta vez nem tem nada a ver com isto...)

 

Não, não dei este título a este post por hoje estar criativa. Também não é por ser Verão e ter uma piscina e bomba... não, nada disso. Estou mesmo a falar de uma bomba daquelas, que quando explodem são capazes de matar alguém? Sim, desse género mesmo.

A ideia que tinha dos States antes de vir para aqui era assim aventura, luzes de néon por todo o lado e edifícios altos. Mas a verdade, é que até agora as três coisas só mesmo em new york, new york (isto é uma música não é?). Mas HOJE, tudo mudou!

Ora como numa boa escola católica que estou, hoje celebrámos a quinta feira santa. O que é igual a dizer que nos juntaram a todos sentadinhos no ginásio, meteram o padre em cima do palco e cá vai uma mini-missa. Depois tentam juntar o útil ao agradável e metem algo "criativo" no meio. Ora tentam tanto, que já estava tudo a adormecer. Desligaram as luzes e meteram o padre e alguns alunos a andar à volta do ginásio pelas 14 estações da cruz, ou os últimos momentos antes da morte de Jesus, enquanto no palco representavam Jesus a ser crucificado Pontius Pilate a fazer isto e aquilo... Enfim, só sei que desatei a rir lá para o meio da criatividade porque a gaja que estava sentada à minha frente estava a dar cabeçadas para trás, porque estava a adormecer!! Dava a sensação que se ela fizesse aquilo mais uma vez, caía cadeira, a rapariga (que se chama Janelle, nome giro por acaso...) e tudo o resto para cima de mim. mas lá me contive e recompus a minha melhor cara de quem-está-a-adorar-a-criatividade-cristã e depois lá acabaram com aquilo. Mas é verdade, estão vocês a pensar, então e a bomba?

Pois é, então por causa dessa tal mini-missa, hoje tivemos todas as disciplinas durante aproximadamente 30 minutos. Portanto lá vai a primeira aula... depois homeroom (muito complicado de explicar o que é, se quiserem saber COMENTEM :U), depois segunda aula... E depois terceira aula. Psicologia. Estávamos a ver um filme quando o Principal da escola (Mr. O'Brien, todo o pessoal importante naquela escola é O'Brien... O ginásio é chamado John O'Brien... A principal dos estudantes chama-se Mary Ann O'Brien Miskel...) bate (violentamente digamos...) à porta, fala com o setôr, e uns 3 minutos depois ouve-se a voz do tal Principal no intercom: we need to do an evacuation drill to St. Jullie's (o nome da igreja ao lado da escola e onde temos as missas verdadeiras). E fica tudo espantado, saímos por ordem de ano de escolaridade para o corredor e começa-se a ouvir rumores de què há uma ameaça de bomba. Algum pessoal fica logo ai meu deus, outros estão numa boa e outros como eu estamos assim meios intrigados... E depois ainda há aqueles que tinham duas emoções ao mesmo tempo, como por exemplo ter FRIO porque não podíamos ir aos cacifos e é onde somos obrigados a ter os casacos! Ou seja, fomos para a rua até chegarmos à igreja, com a porcaria dos uniformes (saias a balançar ao vento, cuecas quase a verem-se porque o vento levanta a saia, camisas que não aquecem nada...) e depois de lá chegarmos, de nos sentarmos decentemente e não sei quê, lá vai o Mr. O'Brien explicar-nos o que se passou.

Então parece que algum inteligente queria ter aulas durante só metade do dia (ou seja, sairmos às 11), como costuma acontecer todos os anos neste dia, mas desta vez não o fizeram e então alguém escreveu na casa de banho dos rapazes no terceiro andar que havia uma bomba na escola... E lá veio polícia, ambulância, e há quem diga FBI (mesmo à americana...) inspeccionar a escola. Não havia bomba nenhuma, e lá voltámos para as aulas. Deram-nos a possibilidade de telefonar-mos para casa e de se os nossos pais quisessem podíamos dar ao pedal (mas o Mr. O'Brien insistia que não havia perigo nenhum, e eu a lembrar-me que se isto aqui fosse Portugal, ia logo tudo a rir-se para casa...).

E enfim, foi isso. Não se passou nada de especial, mas ainda deu para algumas gargalhadas, como por exemplo quem estava na aula de matemática contou que a nossa setôra foi chamada como todos os outros setôres e contaram-lhe o que se passava, ela volta para dentro da sala e diz que é preciso acabar o exercício de Matemática e depois então podiam ir. xD Desculpem, eu sei que isto contado assim não tem lá muito jeito, mas se conhecessem a figura, a aula e a escola... Epa, foi diferente pronto.

E é impressão minha ou isto já vai demasiado longo? Sabem porquê? Porque hoje, pela primeira vez desde que vim de Portugal de férias em Janeiro, não teclei com NINGUÉM. :'( Não pude contar nada! Nada, nada! Por isso tenho de pôr as coisas nalgum lado.

Ficamos por aqui? Amanhã é feriado por isso não devo ter muito para relatar... Compensa por hoje :P

Bjoo with a cherry on top ;)

Liz*e

sinto-me:

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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

I don't wanna be in love.

Querer, não quero. Mas parece que há alguma força maior que manda em mim e enfim...

Também gosto da música, mas agora faz mais sentido.

Good Charlotte . I don't wanna be in love ;) Para todos aqueles que querem, ou precisam de esquecer.

Everybody put up your hands
Say I don’t wanna be in love
I don’t wanna be in love
Feel the beat now
If you’ve got nothing left
Say I don’t wanna be in love
I don’t wanna be in love
Back it up now
You’ve got a reason to live
Say I don’t wanna be in love
I don’t wanna be in love
Feelin' good now
Don’t be afraid to get down
Say I don’t wanna be in love
I don’t wanna be in love

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 23:46
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Terça-feira, 18 de Março de 2008

Poseur

 

 

Poseur... quando comprei este livro fiquei logo com curiosidade por causa do título. Meio inglês, meio francês. Tem um certo tom "chick". E as modelos na capa, vestidas de maneira... a repararem nelas, mas misturando (o impensável) azul com amarelo estão à mesma lindas de morrer...

Por isso a seguir fiz o que faço sempre antes de comprar um livro. Viro-o o leio o resumo. Pareceu-me ainda mais interessante. Quatro raparigas americanas, que estudam numa high school de betinhos e riquinhos, mas que se detestam (como isto me parece familiar) mas que têm um gosto em comum: fashion, moda, la couture...

E pronto, agora acabei-o, depois de passar uma aula de espanhol a lê-lo e uma aula de matemática com um ouvido na setôra e os olhos no livro, por baixo dos tpc's que estavam a se corrigidos... (Digamos que o ouvido na setôra devia de estar também em Marte porque os meus colegas à minha volta tiveram de dizer "say yes, say yes" porque não fazia a mínima ideia de que ela estava a falar comigo...)

Mas falando sobre o livro... Adorei. Cómico, com uma parte amorosa, com ironia e criticismo à bela sociedade de high schools americanas...

A minha frase preferida? O título que significa: "a person who pretends to be what he/she is not" e esta frase quase no final do livro e que faz tanto sentido para mim:

"She was curious. And she was lonely. Sometimes she wondered if every choice she made came down to those 2 feelings."

A explicação para o porquê de isto se relacionar comigo? Perguntem! Comentem! Ou talvez explique noutro dia!!

Kiss with a cherry on top ;)

Liz*e

sinto-me:
música: maria, maria - santana

publicado por Do outro lado do oceano às 21:37
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