Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Sonhos, escrita e um alquimista


     Normalmente os livros que tenho de ler durante o Verão a mando da direcção da minha escola não são muito interessantes. Nada interessantes talvez dê para descrever bem. Mas desta vez, parece que a tradição quebrou. O primeiro livro que tive que ler (são três), foi "O Alquimista", do escritor Paulo Coelho. Ora como já dei a entender em vários posts, a minha pessoa está nos States, logo o livro que li... foi a tradução em Inglês, intitulado obviamente "The Alchemist".

     Estava curiosa para ver se iria gostar ou não e a verdade é que sim, gostei. Não daqueles livros que me deixam praticamente viciada e com uma vontade enorme de chegar ao fim... Mas consegui seguir facilmente, não "secar" enquanto o lia e por momentos nem parecia que apenas o estava a ler porque a Escola mandou...

    Entre sonhos, um rapaz chamado Santiago, alquimistas, amor e descobertas entre Espanha e África, o escritor capturou a minha atenção e algumas frases do livro são simplesmente encantadoras. Vou pôr aqui as duas que dizem mais... em poucas palavras:


"It's the possibility of having a dream come true that makes life interesting."


e


"To realize one's destiny is a person's only obligation."


     Concordo infinitamente com a primeira frase. Sou sonhadora por natureza, e acredito que a vida apenas faz sentido quando sonhamos, quando temos algum objectivo de vida, algo longínquo que até pode ser difícil de realizar, mas que nos dá vontade de lutar e conseguir. Acredito nisso, espero continuar a acreditar...

     Já não concordo tanto com a segunda frase. Acho que há mais coisas na vida consideradas obrigações do que apenas entender o nosso destino. Criar família ou não, tomar conta dos que estão à nossa volta, etc, também não são coisas que devemos fazer no dia a dia? Têm alguma coisa a ver com destino? Talvez tenha sido eu que não percebi a mensagem que queria ser transmitida, talvez não acredite mesmo nesta ideia de destino.

       Já chega de filosofias por hoje não acham? A última coisa que me falta dizer é que tenho um blog novo, num outro sítio.


http://a-objectiva-do-ser.blogspot.com


      Para além de publicidade grátis aos blogs que costumo ler, o novo "A Objectiva do Ser" (não se esqueçam que tenho o antigo aqui no Sapo) vai ser maioritariamente sobre imagens e fotografias de muitos géneros. Espero que gostem e principalmente que visitem e comentem.


Beijocas

Liz*e


publicado por Do outro lado do oceano às 18:54
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Domingo, 6 de Abril de 2008

O fim, ou talvez não ;)

 

     Tudo começou numa aula de matemática. Enquanto se corrigia o trabalho de casa que é a maior seca desta vida, já bem não basta fazê-lo, ainda temos que "refazê-lo" na aula (e sim, eu sei que é para o nosso bem, bla bla bla), estava eu a pensar no que ia fazer para me distrair. Peguei numa folhinha de linhas em branco... E comecei a escrever uma história. E não, não foi a história que escrevi por aqui abaixo. Era uma história para crianças que começava:

Os seus cabelos longos e dourados voavam ao sabor do vento...

     Escrevi a história toda. Uma folha inteira. Cheguei ao fim. E não gostei. Demasiado do género "conto de fadas". Deitei a folha para o lixo. E o trabalho de casa já tinha sido corrigido, mas com a minha falta de paciência, peguei noutra folha de linhas. E escrevi:

Os seus cabelos longos, dourados e perfeitamente lisos eram o seu tesouro e motivo de inveja para muitas. A primeira vez que ele ouviu isso da boca dela, duvidou logo.

     E foi assim que comecei a história que acabei por acabar... na aula de matemática, é verdade, não sei quantos dias depois. Coincidências :P

     E agora chegou o momento de agradecer a colaboração, o apoio e muito mais de todos:

- JC - Contribuiu para dois títulos dos posts (tive uns certos problemas com isso) "Se me amas" e "Murro no passado". Também está sempre aqui para criticar, é que nem é preciso pedir nem nada! Mas eu agradeço, ele sabe disso ;)

- simplicidade_complexa - Que foi a primeira a comentar a minha história e que me convenceu a continuar quando eu estava a pensar que isto não estava lá grande coisa... Obrigada e também gosto do teu blog :)

- M.S. - Anónima, mas que também comentou a história várias vezes, diz que também gostou e eu não poderia ficar mais feliz por isso. :)

- with some life - Também comentou aquele post mais picante, parece que escrevi bem porque ela conseguiu retratar-se no que escrevi, e obrigada também! :)

- Agradeço seja lá a quem for que eu "roubei" fotos, quer seja do sapo, fotógrafos do site olhares.com entre outros.

     E no meio disto tudo descobri que tenho um gostinho por fotografia... É verdade, para tirar não tenho muito jeito, mas para ver poderia passar horas a fazê-lo. Por isso criei mais um blog. http://a_objectiva_do_ser.blogs.sapo.pt/

     Mais uma vez, agradeço ao JC por ter desencantado o nome para o blog :P

     Passem por lá, se comentarem aqui a gerência agradece, e até à próxima.

 

Bjoo with a cherry on top ;)

Liz*e

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 15:45
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XI. O sol tem um novo brilho

    

     Liana e Sebastian decidiram passar a noite juntos, depois de Liana ter contado tudo o que sabia de novo. A parte em que Rúben planeava matar Sebastian deixou todos abalados, mas decidiram não pensar muito no assunto agora que Rúben estava preso e à espera de julgamento. Mas tudo mudou com um telefonema nessa manhã.

- Liana, o teu telemóvel está a tocar...

- Não quero saber... - resmungou Liana, ainda meio a dormir.

- Queres sim, pode ser da polícia.

     Ao ouvir essa palavra, Liana levantou-se rapidamente e atendeu.

- Liana?

- Olá Laura. Passa-se alguma coisa?

- Sim... Telefonaram-me agora da polícia.

- Novidades?

- O Rúben foi encontrado falecido na cela onde estava. Suicídio. - respondeu Laura, depois de um suspiro.

     Houve silêncio dos dois lados da linha. Sebastian levantou-se e tentou estudar a expressão de Liana, mas não conseguiu decifrar o que se passava. Por fim, Laura quebrou o silêncio.

- Eu disse à polícia que ia lá contigo hoje. Eles já tentaram falar com a família, mas sabem muito pouco de onde vivem e quem são.

- Há três anos quando namorávamos ele vivia com a mãe. Mas nunca mais soube nada dela, e eles não eram muito chegados...

- A que horas queres ir lá?

- Quando é que não estás a trabalhar no ginásio?

- Eu... estou desempregada. Demiti-me e contei ao dono que tinha fornecido a tua morada a um estranho através do computador de lá.

- O quê?! Mas porquê? Não precisavas de o fazer!

- Precisava sim, não me sentia bem. Já tenho um novo emprego em vista, e também estou a pensar voltar aos estudos.

- Ok... Então, que tal daqui a uma hora? Encontramo-nos na polícia? Quero esquecer isto tudo de vez...

- Sim, concordo. Até já então.

- Até já.

     Depois de dar a notícia do suícidio de Rúben a Sebastian, Liana telefonou a Rita a dizer não só as novidades, mas que também queria que ele estivesse com eles na polícia.

- Ok. Vou para lá daqui a pouco. E olha, encontrei a tua mãe às compras com o Paulo. Fazem um parzinho maravilhoso.

- Aquilo vai às 5 maravilhas. Estou feliz por ela. Até já.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Parece que acabou o pesadelo... - comentou Sebastian nessa mesma noite, enquanto jantava com Liana em casa dele.

- É verdade... Acabou por ser mesmo uma história digna de filme policial... Nunca vou é chegar a perceber o que fez o Rúben voltar e onde esteve estes 3 anos. Mas também pouco me interessa. O bom desta história toda é que me fez perceber que encontrei o amor da minha vida.

- Quem é o desgraçado? - brincou Sebastian.

- Não sei... Mas se fosses tu, acho que não te importavas! - respondeu Liana, rindo-se e tocando nas mãos de Sebastian por cima da mesa.

- Sabes o que é que podíamos fazer agora?

- O quê?

- Não te digo. Esperas um bocado e acabas de jantar primeiro.

- Já sabes que detesto quando fazes isso! Sou demasiado curiosa...

- Hoje quem manda sou eu...

- Da última vez quem mandou também foste tu.

- Não, não. Da última vez quem mandou foi a parede de tua casa...

- Realmente tens uma certa razão... - concordou Liana, enquanto se ria.

- E agora para sobremesa...

- É que nem penses. Primeiro dizes o que íamos fazer, depois então vem a sobremesa...

- Mas se eu te disser já não comemos a sobremesa!

- Então não digas! Faz! - suplicou Liana

     Sem mais demoras, Sebastian levantou-se, fazendo com que Liana o fizesse também, e começaram a beijar-se...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Eu bem disse que já não íamos à sobremesa... - comentou Sebastian, deitado ao lado de Liana e acariciando-lhe o cabelo.

- Eu gosto mais da sobremesa que tu me deste...

- Pois, pois, o que tu queres sei eu...

- Ai sabes? Sabes que te quero a ti?

- Tinha uma ideia...

- E sabes que te amo?

- Hmm... Eu amo mais.

- Nah, nah. Eu amo mais. - picou Liana.

- Se me amas assim tanto, deixas-me comer o bolo todo.

- O que é que isso tem a ver?

- Absolutamente nada.

- Sabes que és um parvo, não sabes?

- Sei. E também sei que gostas de mim assim, e dois parvos juntos dão-se sempre extremamente bem.

- Tantas verdades juntas...

     E beijando Sebastian, novamente os dois se perderam um no outro, mas desta vez, com ela a mandar. ;)

                                                                                                   FIM...

                                                               :)

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 01:38
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Sábado, 5 de Abril de 2008

X. Presas ao mesmo passado.

- Liana, a Laura tem namorado?

- Não sei. Ela sabe da vida de todos, mas ninguém sabe da vida dela lá no ginásio. Sabes de alguma coisa Sebastian?

- O namorado acabou com ela há duas semanas. Ele é meu amigo... Por isso é que lhe perguntei se ela estava bem, e depois tu reparaste nos braços dela.

- Então ela ainda não deve ter outro namorado num espaço de tempo tão curto. Mas as marcas foram de certeza de violência contra ela. A desculpa "caí nas escadas" foi óbvia...

- Não podes ter a certeza... Pode ser tanta coisa...

- Eu acho que foi o Rúben.

- Faz sentido... Mas... Não consigo ter assim tanta certeza.

- Se essa ideia te passou pela cabeça é porque, sim, é bastante provável.

- Eu espero isso e muito mais dele...

- Isto parece cada vez mais um filme policial! E eu que sempre preferi filmes românticos...

- Eu tenho a certeza que depois disto tudo vocês vão fazer uns belos filmes românticos, não é maninho? Mas por enquanto temos de estar alerta.

- Tu até te estás a divertir com isto, não estás?

- Sinceramente? Estou. - respondeu Rita, tentando aliviar o clima.

- Que tal irmos os três ao ginásio amanhã?

- Eu não o quero encontrar...

- Nós vamos estar contigo. Pode ser que descubramos alguma coisa.

- Fica combinado então. A que horas?

- O ginásio abre a que horas?

- Às 9.30 da manhã. A Laura entra ao serviço às 10.

- Então às 10 lá estaremos.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

     No dia seguinte, os três entravam as portas de vidro do ginásio e já Laura se encontrava na sua secretária habitual.

- Olá Sebastian, Liana e...?

- Rita.

- Rita... Olá.

     Laura continuava com os braços marcados, mas começava a notar-se menos. A expressão dela é que continuava a ser de agitação sempre que os via.

- Liana?...

- Sim?

- Tu tens... falado com o teu amigo, o Rúben?

- Hmmm... Não, nem por isso. Porque perguntas?

- Porque hmmm... Posso falar contigo? A sós?

     Liana olhou para Sebastian e Rita, sem saber bem o que fazer.

- Não, aquilo que quiseres falar, tens de o fazer com um de nós ao lado. - respondeu Rita.

     Vendo que ninguém lhe ia responder, Liana tentou acalmar a situação.

- Porque é que não falamos aqui, e vocês os dois sentam-se ali naqueles sofás? Assim vocês estão a ver-me, mas longe o suficiente para não ouvirem a conversa.

- Boa ideia - respondeu Sebastian - Vamos Rita.

     Enquanto Laura e Liana se sentavam na secretária do ginásio, Sebastian e Rita olhavam atenciosamente para as duas.

- Liana, primeiro tenho que te pedir desculpa...

- Não, primeiro tens de me explixar tudo. Tenho uma certa urgência em saber. De tudo... Não deixes nada de parte por favor.
- Ok... Depois de teres ido embora no dia em que deixaste cair o peso em cima do pé dele, o Rúben veio ter comigo, trocámos números de telefone e decidimos encontrarmo-nos nessa mesma noite. Logo isso foi um erro, eu nem o conhecia! Mas tu sabes o quanto quero um namorado, e que quando eles são giros então... É a minha fraqueza!

     Houve uma pausa, mas Liana preferiu não comentar. Durante algum tempo Laura andou loucamente atrás de Sebastian, o que não tinha deixado Liana muito feliz, apesar de na altura ela ter achado que não sentia nada por Sebastian.

- Saímos então, e não fiquei muito feliz por ter-mos passado mais tempo a falar de ti do que qualquer outra coisa. Cheguei mesmo a adizer-lhe isto e ele mudou de tema de conversa durante o resto da noite. Quando era altura de ir para casa ele pediu-me se eu sabia a tua morada. É claro que não sabia, mas estava no computador do ginásio. Ele insistiu que eu fosse ao ginásio, às 11 da noite, para lhe dar a morada! Disse que não. Mas depois de ele... me beijar e dizer que queria voltar a ter amigos aqui, que vocês tinham sido bastante amigos... eu lá fui. Outro erro! Depois fomos para minha casa... Não é preciso contar mais nada, pois não?... Mais um erro...

- Ok... E as marcas nos teus braços? Foi... dessa noite?

- Não... não... No dia a seguir ele voltou lá a casa de surpresa e estava muito irritado...

- Deve ter sido depois de vir de minha casa...

- Pois, eu imaginei. Ele começou a paerguntar porque é que eu não lhe tinha dito que tinhas namorado, como é que ele se chamava, à quanto tempo andavam...

- Tu disseste-lhe como é que ele se chamava? - perguntou Liana, tentando não usar um tom acusatório.

- Não! Já tinha percebido que ele era... horrível! Eu não lhe disse e ele começou a bater-me e obrigou-me a... a... obrigou-me a...

     Laura estava perto de desatar num pranto, e Liana sabia muito bem o que é que Rúben a tinha obrigado a fazer.

- Já percebi Laura. Obrigado por teres feito isso.

- Obrigado? Eu dei-lhe a tua morada! Eu só fiz asneira!

- Mas fizeste bem em protegeres o Sebastian. Laura... Tu tens de denunciar o Rúben à polícia...

- Já o fiz...

- Já? - Liana estava espantada. Era algo que ela não conseguia fazer, sem ser em casos extremos... Mas se formos a ver... Este era um caso extremo.

- Sim. A minha irmã viu o estado em que eu estava... Fomos à polícia, eles tiraram fotos dos meus braços, etc. Apanharam-no ontem. Ele tinha um revólver no carro e coisas do género... Acabou por confessar que... queria matar o Sebastian...

     As duas olharam para Sebastian. Tudo isto por causa dela, pensava Liana. Ele podia ter...

- Eles vão chamar-te a depôr. E esperemos que não saia tão cedo...

- Laura, só há uma coisa que ainda não percebi... Porque é que o Rúben voltou e onde é que esteve este tempo todo?

- Não faço a mínima ideia. Eu perguntei-lhe, mas ele mudou sempre de tema. Pensei que tu sabias...

- Não, não sei...

     As duas abraçaram-se, enquanto Sebastian e Rita se aproximavam. Sem saberem bem o que se passava e o que fazer, permaneceram à espera que Liana contasse as últimas novidades.

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 20:42
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

IX. Coincidências existem?

- Desculpa ter discutido contigo no outro dia. Mas a partir de agora, por favor, conta-me tudo... Principalmente se tiver a ver com o Rúben.

- Eu sei. Desculpa. - respondeu Liana. Depois do choque desse dia, Liana tinha recuperado e Rúben não tinha voltado a aparecer.

- Eu vi-o no dia em que discutimos. Logo a seguir a levantar-me da mesa, fui para o carro e ele estava no parque. Na altura pensei que era alguém parecido, mas afinal era mesmo ele...

- Isso quer dizer...

- Que ele anda a seguir-te.

- O que é que eu faço?

     Nesta altura apareceu Sebastian. Os três iam almoçar juntos.

- Olá maninho. Explica à Liana o que achas que devemos fazer em relação ao Rúben. Eu vou buscar a nossa comida.

- Liana, eu estive a falar com a Rita, e a melhor opção é denunciares o Rúben à polícia. Mesmo que ainda não tenhamos provasm se acontecer alguma coisa já podemos...

- Não!... Não! Isto parece um filme policial, não!

- Liana...

- Eu não vou denunciar ninguém à polícia!

- Tu ainda gostas dele, não gostas? É por isso que estás com pena dele!

- Isso não é verdade! Eu não gosto dele!

- Não?!

- Não PARVO! Eu gosto é de ti!! - gritou Liana. Exaltada com as acusações de Sebastian, Liana nem pensou no que estava a dizer. Simplesmente disse o que sentia. Os dois entreolharam-se e Rita interrompeu o clima.

- Liana, só para que saibas, metade do centro comercial sabe que tu gostas do meu maninho... E tu, "parvo", se há coisa que eu sei, é que a Liana gosta mais de ti agora do que antes do Rúben ter aparecido. E para os dois, eu acho que não devemos denunciar o Rúben até haver algo de concreto para o acusar.

- Não? - perguntou Sebastian.

- Não. Mas acho que a Liana não pode estar nunca sozinha. Hoje dormes em minha casa. E não sais sem eu ou o Sebastian estarmos contigo.

- Até quando? Eu não quero viver escondida!

- Eu sei. Até ele voltar a aparecer ou até sabermos mais alguma coisa.

- Tudo bem...

     Os três almoçaram e foram passear pelo centro comercial, até que Liana recinheceu Laura, a recepcionista do Health Club, às compras.

- Olá Laura, tudo bem?

- Liana! - a expressão de Laura foi uma de "porque é que te encontrei aqui...".

- Passa-se alguma coisa? - perguntou Sebastian, que conhecia Laura vagamente através de um amigo. Foi nesta altura que Rita, a mais observadora e pertinente dos três, reparou nos braços de Laura.

- Desculpa, eu sei que nem nos conhecemos mas... que marcas são essas nos teus braços?

- São... Nada! Caí nas escadas, aleijei-me um pouco, foi só isso!

- A desculpa habitual... - sussurrou Rita.

- Laura, podes fazer-me um favor? - pediu Liana.

- O que é? - perguntou desconfiada Laura.

- O Rúben, aquele que estava comigo no ginásio no outro dia, lembras-te dele? - Liana sabia que Laura se ia lembrar, não só por ter havido uma certa química entre eles, mas porque Laura não se esquecia de nenhum rapaz interessante que lhe passava pela frente.

- Hmmm... Sim, vagamente! Porquê?! - Laura estava extremamente agitada.

- Ele tem ido ao ginásio?

- Sim, uma vez ou outra.

- Ok, era só isso, obrigada.

- Mas porquê?!

- Curiosidade Laura. Apenas curiosidade...

sinto-me:
música: Pieces - Sum 41

publicado por Do outro lado do oceano às 02:52
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

VIII. Um murro no passado.

    

 

     Sábado. Enquanto Liana tentava reunir forças para se levantar da cama, pensava em tudo o que tinha acontecido no dia anterior... O elogio de Sebastian de manhã, as aulas, a escolha do bouquet, o aparecimento de Rúben e a discussão com Rita. Tudo num dia que até tinha começado bem.

     A única razão pela qual Liana não lhe tinha contado sobre o reaparecimento de Rúben foi porque não queria preocupar demasiado a amiga, e muito menos queria que Rita fosse contar a Sebastian o que se tinha passado. Mal sabia Liana que Sebastian já sabia da história toda desde à alguns dias... E quando Liana conseguiu finalmente levantar-se, algo lhe dizia que a semana ia acabar pior do que tinha começado.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Olá Liana.

     Não podia ser... Liana estava já vestida e tinha acabado de abrir a porta do seu apartamento quando deu de caras com Rúben.

- O que é que estás aqui a fazer? - perguntou Liana, num tom indignado. Ela tinha prometido a si mesma que ia ser forte e não deixar Rúben tomar conta da vida dela - Como é que descobriste que eu vivia aqui?

- Querida, tenho os meus meios... E estou aqui porque queria falar contigo.

- Pára de me chamar querida, e eu não quero...

- Mas tu és uma querida! Não te estou a chamar "minha" querida... Já vi que estás diferente do passado... Mas eu sei que queres ser minha outra vez...

     E sem dar tempo para Liana reclamar, Rúben inclinou-se e beijou Liana, puxando-a contra ele com tanta força que ela mal conseguia respirar.

     E ao mesmo tempo, Sebastian olhava imobilizado das escadas, com vontade de... Ele não sabia o que fazer.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Larga-me! Pára... estás a aleijar-me! - suplicava Liana.

     Não foi preciso mais para Sebastian entrar em acção. Puxando Rúben para longe de Liana, Sebastian fechou o punho e atingiu Rúben na cara, com tanta vontade que por breves segundos Rúben nem sabia onde estava.

- Sebastian?... O que... Oh meu Deus...

- Quem é este?! - perguntou, praticamente a berrar, Sebastian, respirando furiosamente e olhando para Rúben de soslaio.

- Este... É o Rúben... - respondeu Liana, sentindo-se tão fraca que falar era uma tarefa quase impossível.

     Sebastian mal conseguiu conter a raiva que se apoderou dele. Este é que era o Rúben... E as palavras que Rita tinha dito vieram-lhe à memória: "traiu-a, roubou-lhe dinheiro", "de repente desapareceu".

- Não andavas desaparecido? O que é que queres mais dela?

- Não sei quem és! Eu não tenho que te explicar nada!

- Ai tens sim meu cabrão!! - gritou furiosamente Sebastian, agarrando Rúben pelo colarinho da camisa e encostando-o à parede - Se tu voltas a aproximar-te da minha namorada, eu juro que te parto todo! Ficas desaparecido para sempre. Que tal? Ainda queres saber quem sou, ou vais pôr-te a andar?!

- Isto não vai ficar assim... - avisou Rúben, enquanto descia as escadas do bloco de apartamentos, ainda atordoado pelo murro de Sebastian.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Estás melhor?

- Sim, obrigado. Por tudo...

     Depois de Rúben ter saído, Sebastian levou Liana novamente para dentro de casa e abraçou-a durante mais de uma hora, enquanto ela chorava e chorava, tentando explicar tudo a Sebastian por entre soluços.

- Desculpa... Eu... Ele... Ex... Namorado... Desapareceu...

- Eu sei Liana, meu amor, não há problema, eu sei...

- A... Rita... Contou... Não foi?

- Foi, mas não te chateies com ela. Ela só te quer ajudar, e passei a perceber tudo muito melhor depois de saber de tudo. S eu não tivesse sabido, hoje tinha pensado que me estavas a traír - logo que as palavras tinham sido ditas, ele sabia que tinha sido um erro.

- Eu sei! Desculpa... Eu... Desculpa...

- Não há problema, eu percebo. Tenta dormir, ok?

- Ok... - respondeu Liana. Pouco tempo depois já tinha adormecido, enquanto Sebastian telefonava à irmã e relatava o que tinha acontecido. 

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 23:35
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VII. Chamo por ti...

- Rú.. Rúben...

- Olá Liana. Tudo bem?

- Eu? Tudo bem?! Sim... Sim! Está tudo bem... O que... O que é que fazes por aqui?...

- Então Liana? Esta é a minha cidade! Tantas coisas boas que passei aqui... - Disse Rúben, num tom sarcástico que Liana há muito tinha esquecido.

- Sim, mas... Desapareceste, agora apareces...

- Tiveste saudades minhas? Oh querida... Desculpa. Mas agora que aqui estamos os dois, podemos recuperar o tempo perdido.

     Rúben chegou-se um pouco mais para junto de Liana, mas ela continuava imóvel. A sua mente dizia-lhe para fugir; o seu corpo nada dizia, permanecia imóvel, nem mesmo os arrepios de calor e prazer que tinham aparecido no passado sempre que Rúben se aproximava ela sentia neste momento; e o coração de Liana simplesmente chamava por Sebastian...

- Sabes, eu também tive saudades tuas... - disse Rúben, acariciando a face de Liana. Ao sentir a mão de Rúben em contacto com a sua pele, todo o ódio começou a voltar. Ele não tinha o direito de voltar e a reclamar como sua! E quando Liana se preparava para lhe dizer isto, olhou para a recepcionista e percebeu o que ela estava a pensar. A recepcionista sabia a relação que Liana mantinha com Sebastian. Mais, a recepcionista conhecia Sebastian. E neste momento estava a ver um desconhecido a tentar beijar Liana. Era certo e sabido que ela lhe ia contar logo que o visse! Não pensando muito no que estava a fazer, a mão de Liana abriu-se e o peso que ela segurava caiu exactamente em cima do pé de Rúben.

- AU! - gritou Rúben, segurando automaticamente o pé com a mão - Mas tu és parva ou fazes-te?!

     Liana continuava sem conseguir articular nenhuma palavra, mas a recepcionista já tinha corrido para junto deles e olhava surpreendida de um para o outro.

- Está bem Rúben? Posso ajudar?

     Rúben olhou de cima abaixo para a rapariga que se encontrava à sua frente. Estatura "normal", cabelo moreno encaracolado, olhos doces acastanhados. Parecia-lhe bem...

- Sim, estou bem. Obrigado por te preocupares. Posso tratar-te por tu, não posso?

     Rúben olhou tão profundamante para a recepcionista que ela começou a corar. Era um truque que resultava sempre.

- Claro, claro que podes... E já agora, chamo-me Laura.

     E com isto dito, Laura deu meia volta e voltou para a sua secretária, enquanto tentava perceber como é que Liana conhecia todos os rapazes giros da cidade.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Estás muito calada...

     Era já a segunda vez que Rita comentava o silêncio da sua melhor amiga. Depois do cinema, as duas jantavam no centro comercial.

- Desculpa, foi um dia daqueles...

- Só isso? Não há mais nada que se tenha passado?

- Hã... Não. Nada de especial.

     Rita conhecia Liana suficientemente bem para saber que qualquer coisa não estava a bater certo. E normalmente, depois de umas duas insistências, Liana já teria contado o que se passava. O que só poderia querer dizer que era algo grave.

- Sabes que não estou a acreditar nisso, não sabes?

- Acredita no que quiseres Rita.

- Escusas de ser tão... Olha, tudo bem! Não queres contar, não contes!

- Rita...

- Esquece, ok? Já sabes que detesto quando me escondem coisas! Principalmente quando és tu. E ainda mais quando estou a ver que não estás bem e não me deixas ajudar!

     Rita levantou-se da mesa, despediu-se e dirigiu-se para o carro. Detestava fazer as coisas assim, mas ela também tinha direito a não ter paciência. E enquanto pensava nisto, parecia-lhe ter visto... Não, não podia ser. Foi só alguém parecido.

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 02:56
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VI. Reaparecimento inesperado.

    

     Depois de mais uma noite passada com Sebastian, Liana tomava banho e preparava-se para mais um dia atarefado: escola, escolha de bouquets com a mãe, ginásio e depois cinema com Rita.

- Liana?

- Sim Sebastian, podes entrar - respondeu Liana, enquanto vestia a t-shirt. Esta noite tinha sido passada em casa dele, e não dela.

- Calças novas? Ficam-te muito bem...

- Sim, comprei-as ontem. Para onde é que estás a olhar meu... comilão? - brincou Liana, enquanto se dirigia para junto dele.

- Para o teu rabo que fica upa, upa nessas calças...

     Depois de uma gargalhada e um beijo de despedida, Liana pegou na mala e dirigiu-se para o carro. Mal sabia ela que o dia não ia acabar com risos.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

     As aulas da manhã tinham sido chatas mas atarefadas e Liana esperava que a mãe se despachasse a vir do emprego para poderem escolher o bouquet. Enquanto esperava sentada na esplanada, Liana apreciava a vista e bebia café, algo que tinha detestado quando era mais nova, mas que agora não dispensava.

- Desculpa filha, problemas no emprego - disse a mãe, aparecendo ao lado da mesa onde Liana estava sentada.

- Olá Mãe, não há problema. - disse, enquanto se cumprimentavam. - Vamos?

- Sim, estou tão excitada por escolher o bouquet!

- Ainda bem mãe - disse Liana, esboçando um sorriso sincero.

     Depois de flores, ramos, laços, folhas e muito mais ter sido escolhido, Liana e a mãe despediram-se e Liana dirigiu-se para o ginásio.

- Boa tarde Liana - cumprimentou a recepcionista do Health Club, que era conhecida por saber todos os nomes e respectiva vida de quem frequentava o ginásio.

- Boa tarde - respondeu Liana.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

     Liana frequentava o ginásio pela mesma razão que a maior parte das pessoas o fazia: para se manter em forma e queimar os pecados extra. Enquanto levantava os últimos pesos para depois tomar banho e encontrar-se com Rita no cinema, Liana pensava o quão feliz se começava a sentir por a sua relação com Sebastian estar a melhorar.

- Nunca percebi muito bem porque é que andas no ginásio. Com um corpo assim, é desnecessário...

     Só a sua voz tinha feito Liana suster a respiração, mas quando ela olhou para o espelho à sua frente e viu que quem se encontrava atrás de si era mesmo ele, um arrepio frio subiu-lhe pelo corpo, deixando-a completamente imobilizada.

 

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 01:27
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Terça-feira, 1 de Abril de 2008

V. O amor tem idade?

- Então, como foi? Quero saber de tudo!

- De tudo não queres saber de certeza... Mas foi... divinal...

     Rita e Liana passeavam pela avenida, com a praia a metros de distância. Tinham combinado passarem a manhã juntas, pois há algum tempo que não o conseguiam fazer sem interupções.

- Normalmente dizes que foi giro, que gostaste, que foi divertido... Mas desta vez esse "divinal" parece que ultrapassou todas as expectativas.

- Foi... diferente. Foi mais intenso, ele esforçou-se mais, eu estava bem disposta...

- Posso acrescentar que para além de bem disposta, estavas também "disposta" a esquecer o passado?

- Pois, é verdade. Já é mais do que altura de o fazer. Eu mereço isso, o Sebastian merece isso, a nossa relação merece isso.

- Eu também mereço, já agora! Quem é que está sempre aqui a gastar o Latim para te ajudar? - brincou Rita.

- Tens razão. Sou muito chata não sou?

- És um bocadinho... Mas vá, atura-se!

- Tu hoje estás com uma piadinha Rita! - disse Liana, enquanto se ria. A sua melhor amiga tinh aquele dom especial de pôr toda a gente de bom humor, mesmo nos dias maus.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Gostas deste vestido? Ai... é tão lindo! Mas caro...

- Mãe, é um vestido de casamento, é normal que seja caro. Se fores comparar com os outros, este até é dos mais baratos.

- O Paulo diz que eu tenho bom gosto e que escolho sempre bom e barato!

- Sim Mãe...

     Liana e a mãe tinham aproveitado a tarde para começarem a escolher um vestido de casamento. Mas por muito feliz que Liana estivesse em estar com a mãe, o facto de todas as conversas levarem à referência do nome Paulo não estava a ajudar muito.

- ... e o Paulo disse que quando estivermos a viver juntos vamos ter um gato!

- Um gato?! Tu sempre odiaste gatos!

- Eu?! Oh filha, pronto, não são os meus animais preferidos, mas odiar também não!

- Tudo bem... Depois de sairmos daqui vamos jantar onde?

- Tamanho acima por favor. Preciso de fazer dieta... - disse a mãe para a ajudante na loja - Jantar... Ah, já sei, o Paulo falou-me de um restaurante com carnes cinco estrelas na avenida! Ele diz que a picanha lá é óptima! E vem com uma dose extra de batatas fritas porque há quem não goste do acompanhamento da picanha e eu disse que ia experimentar e ele disse que...

- Oh Mãe, acabaste de dizer que querias fazer dieta, e queres picanha com acompanhamento e batatas fritas e não sei o quê?

- Filha, sim, eu quero fazer dieta. Mas não, eu não disse que ia comer picanha. Eu disse ao Paulo que o ia fazer. O que é muito diferente. Não estás à espera que lhe diga que estou a fazer dieta pois não?

- Qual... é o problema?

- Fica mal! Ele vai olhar para mim e dizer, ou pior ainda, pensar: "Pois, realmente precisas..."

- Mãe!! Ele supostamente gosta de ti como és!

- E gosta, eu não tenho dúvidas! Mas é melhor não arriscar.

- Tu é que sabes...

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Ai Rita, não aguento mais, ela não se cala! - desabafou Liana, ao telefone nessa mesma noite com Rita.

- É assim TÃO mau?

- "Ai o Paulo disse...", "Ai o Paulo fez...", "Ai o Paulo quer...". Mau?! Não, é péssimo!! Ela até mentiu sobre gostar de gatos! Eu que quis um gatinho quando era pequena, ela não deixou. Chamou-lhes bolas de pêlo que arranham tudo... E agora o Paulo quer um gato, por isso a dona minha mãe até passou a adorá-los!

- Estás com inveja?

- INVEJA?! - gritou Liana chocada - Não é inveja, é... uma injustiça! E o que mais me chateia é que ela anda a mentir-lhe!

- Mentir? Como assim? Ela anda a traí-lo?

- Não Rita, mas diz que gosta de gatos, que gosta de picanha, não lhe diz que faz dieta. Eu imagino que mais ela lhe disse... Quem sabe, talvez tenha dito que tem 20 anos e é virgem?!

- Liana, ele sabe que tu és filha dela... Logo, é óbvio que a tua santa mãe não é...

- Rita, era um exemplo, estava a ser sarcástica...

- Não estás a exagerar?

- É provável. Mas é irritante!

- Tens de ter paciência. A tua mãe está a viver o amor que nunca teve. É quase como se fosse adolescente outra vez.

- Porque é que tens sempre razão Rita? Nunca tinha visto as coisas assim...

- Está cá a maravilhosa tua amiga para te pôr a ver as coisas como deve ser. E tem calma. Isso passa depois da lua de mel. :P

- Ainda faltam uns três meses até lá. E é porque eles estão cheios de pressa para dar o nó.

     Mas apesar do quanto Liana reclamava, o amor que a mãe estava a viver dava-lhe forças para acreditar que tal sentimento poderia existir entre um homem e uma mulher.

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 19:51
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Sábado, 29 de Março de 2008

IV. Palavras não ditas.

- Liana...

     Sebastian simplesmente não conseguia esperar mais. A viagem de carro, a entrada no bloco de apartamentos e o tempo de Liana pousar a mala tinha parecido uma eternidade.

     Ele resolveu avançar para junto dela. Pôs as mãos na sua cintura e encostou-a a ele, enquanto baixava os lábios para os dela. Um segundo depois já se beijavam desejadamente. As línguas dos dois dançavam e procuravam, enquanto as mãos dela tocavam no pescoço de Sebastian, para depois subirem um pouco...

     De repente Sebastian parou de a beijar, agarrou Liana pelas pernas e segurou-a contra a parede... Rodeando a cintura de Sebastian com as pernas, Liana voltou novamente a tentar chegar aos lábios dele. Mas Sebastian não deixava...

- Pára com isso... - sussurrou Liana - Nâo me tortures...

     Durante 1, 2, 3 segundos ambos trocaram olhares. E novamente Sebastian beijou Liana, como se nada mais no mundo existisse. Só eles os dois e a parede da casa dela. Pouco tempo depois, Sebastian pousou Liana no chão, pegou-lhe na mão e conduziu-a para o quarto dela.

     Depois de Liana fechar a porta, Sebastian sorriu, pegou nela ao colo e sentou-a em cima da cama, sentando-se também. Liana voltou-se para Sebastian e desapertou um por um os botões da camisa dele, enquanto ele a olhava desejadamente. E mais uma vez recomeçaram a beijarem-se, enquanto as mãos dele delineavam o pescoço dela, descendo para o decote, acariciando um seio, depois o outro, por cima do vestido que começava a estar a mais no meio dos dois... Por isso a outra mão foi à procura do fecho do vestido. Menos um obstáculo... Um pouco depois Liana estava deitada, de lingerie, enquanto desapertava o cinto e o fecho das calças de Sebastian.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

     Sebastian deitou-se levemente por cima de Liana, beijando-lhe o pescoço enquanto ela fechava os olhos e inclinava-se levemente para trás. Sebastian levou uma mão ao seio direito e acariciou-o levemente, enquanto Liana começava a sentir os conhecidos arrepios pelo seu corpo...

     Liana começou também a deixar deixar descer as suas mãos, mais e mais, passando dos cabelos ao pescoço... do pescoço às costas, das costas para dentro dos boxers.

     Mais e mais o desejo de se terem um ao outro crescia, até não haver mais roupa no meio dos dois. A mão de Liana foi ao encontro dele... movimentos para cima e para baixo, lento, rápido, lento novamente, mais rápido...

     Passou a ser a vez dela... Sebastian foi beijando o seu caminho até chegar ao ponto de prazer de Liana... Brincou, beijou, lambeu, levou-a quase ao auge, para depois de uma só vez entrar dentro dela... Suspiros, gemidos, gritos abafados... Até ambos se deixarem cair nos lençóis.

- Obrigado por esta noite... - Desabafou Liana enquanto sorria.

- Foi um prazer - brincou Sebastian. - Sabes que te adoro não sabes?

- Sei... - respondeu Liana. Mas as palavras que Sebastian tanto queria ouvir ficaram por dizer.

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 17:59
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