Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Reflexão

    

     Hoje o meu post vai direccionado para todos aqueles que ainda andam com livros escolares na mão e exames para fazer. Com professores que adoramos e outros que preferíamos não ter. Com trabalhos de casa pra fazer quando não nos apetece. Mas para aqueles que em vez disso já têm um emprego e contas para pagar, também podem continuar a ler e talvez não seja tempo perdido.

     Hoje foi o meu último exame. É mesmo questão para dizer: ALELUIA!! Cheguei a casa, abri os cadernos e dossiers e começei a ver... A primeira aula de Matemática do ano. Sim, aquela onde eu até me sentei à frente, até prometi a mim mesma que ia fazer os trabalhos de casa todos correctinhos e perfeitinhos, e onde até respondi a duas perguntas da setôra. Melhor ainda, os meus apontamentos têm os títulos a cores! Sim, a cores!!

     Depois lembrei-me da última aula de Matemática do ano. Toda a gente a morrer do calor que estava na sala, a olhar para o relógio de 2 em 2 minutos, a fazer exercícios para o exame e no fim um "Boas férias!" da setôra e nós todos a pensar... férias só quando os exames acabarem...

     Ora esta tagarelice toda para dizer, que estes dias de arrumações escolares fazem-me pensar. No primeiro dia de aulas, por acaso dia dos meus anos, 29 de Agosto, eu não tinha os mesmo vícios de escrever e visitar blogs como tenho agora. Não conhecia metade das músicas que conheço agora. Não gostava da mesma pessoa. Não tinha os problemas que tenho agora. Não tinha vivido as felicidades que vivi entretanto. Não tinha sequer os mesmos ideais (parecidos, mas alguns mudaram) que tenho neste mesmíssimo momento. Em menos de 10 meses tanta coisa mudou... E muito mais ainda vai mudar até ao dia 29 de Agosto. Um novo ano já vai ter começado, o último do secundário (andamos 12 anos à espera dele, ufaaa...), onde vou saber em que universidades entrei, e onde vou viver os próximos quatro anos da minha vida. E tanto vai mudar este Verão. Uma nova liberdade.

     Passo a vida a mudar. Mas acho que sou feliz assim. O problema é que agora tenho de estabilizar num sítio... quando gostava de estar noutro...

Beijocas e boas férias para aqueles que as podem ter eheh :P

Liz*e

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publicado por Do outro lado do oceano às 21:48
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Sábado, 14 de Junho de 2008

Preciso...

 

A solidão bate à porta.

Digo-lhe olá. Deixei-a entrar e fecho a porta...

Ainda antes de me virar para ela, penso se cometi um erro.

Provavelmente... sim.

Olho-a nos olhos. Ela sorri. Um sorriso de culpa.

Percebo o que quer dizer.

Lágrimas enchem-me os olhos.

Mas não correm...

Secam ainda antes de eu me aperceber que alguma vez elas lá estiveram.

A solidão olha para a janela.

Eu sigo lentamente o olhar.

E deparo-me com a saudade.

Baixa, amargurante, irónica.

Não gosto da saudade. Nunca gostei.

Desvio o olhar. A campaínha toca.

Não.

Não vou deixar entrar a saudade.

Peço à solidão para sair.

Ela cordialmente o faz. Beija-me a face.

Sinto o cheiro demasiado forte a perfume...

Áspero, demasiado asfixiante.

A solidão sai, eu encerro a porta.

Fecho as pressianas.

Deito-me no chão.

De costas para o tecto, sinto o frio a percorrer-me o peito.

Penso no que estas duas personagens me roubam sempre que espreitam.

Roubam-me um sorriso.

São prova do quanto preciso...

Porque preciso...

E preciso...

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publicado por Do outro lado do oceano às 01:43
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Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Um novo rumo

    

Tuta

    

     Tenho andado infeliz com o rumo deste meu blog. Desde que criei o outro blog, onde ponho as minhas ideias mais imaginativas, tenho dado pouca atenção a este. Por isso, quero mudar a situação.

     Quando o criei, o objectivo era ter mais alguma coisinha para fazer, desenvolver o meu Português que aqui pelos States se torna difícil e pôr a minha imaginação a funcionar. Durante o percurso, errei. Mas como gosto de emendar os meus erros, vou passar a postar tudo aquilo que me apetecer. Depende do estado de espírito, depende se estiver zangada ou não com o mundo, depende do que me apetecer escrever. Se quiser desabafar faço-o, se quiser apenas dar ideias de músicas, filmes ou música, assim o farei.

     Hoje não tenho muito mais para dizer. Foi feriado, por isso as notícias são poucas. Mas talvez tenha uma sugestão.

 

 

"Carpe diem"

 

     Uma noção que adoro. Este ano dei literatura Britânica, e como tal, os poemas sobre "seize the day", ou em Português, "aproveite o dia" foram mais que muitos.

     Aproveitem o dia. As noites. As tardes e os momentos felizes. Os menos felizes. Tento lembrar-me disto constantemente. E sei se o dia correu bem ou não, se o soube aproveitar. É o meu ingrediente chave para sobreviver num sítio onde 99% do tempo não me apetece estar.

 

Beijocas

Liz*e

 

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música: Mr. Brightside - The killers

publicado por Do outro lado do oceano às 01:17
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Acontecimentos

    

Guildo Caldeira

    

     Já lá vai quase um mês desde a última vez que dei notícias por aqui. Tanta coisa se passou desde então que nem sei por onde começar. Talvez como eu costumo dizer, pelo princípio... é sempre uma boa ideia.

     A primeira coisa que me lembro do final do mês passado foram as férias em Portugal. Entrar em pormenores é escusado. Ansiosa por ir, sem vontade de voltar. Peripécias quanto baste, momentos bem passados, outros optimamente bem passados, outros assim assim. Como tudo na vida não é? Espero agora por voltar outra vez... vão rezando, acendendo velinhas, peçam aos astros, façam lá aquilo que acreditem, mas eu preciso de toda a sorte neste momento para o meu sonhozinho de passar o verão (tempo que chegue) em Portucale. Se fizerem alguma coisinha por mim, fica já aqui o agradecimento.

     De resto durante este tempo de ausência tenho desenvolvido a minha veia de escritora (digamos que não para todas as mentes... mas pronto...) no meu outro blog, fotoblog, como queiram. Também tenho lido qualquer coisita, logo que acabe o livro escrevo aqui o resumo, e claro, ouvir música, música e mais música e teclar com o pessoal do costume.

     Não me lembro de muito mais que tenha acontecido, sem ser talvez que... aquele meu post sobre "Era uma vez..." está um pouco desactualizado. Afinal, o conto de fadas até é capaz de voltar. Afinal, aquilo que aconteceu, foi de certa forma repetido, sejam lá por que razões forem. Afinal, alguém voltou a adormecer-me no meu sonho. Afinal... veremos os próximos capítulos, mas por enquanto fico apenas a sonhar para ver se não caio de pára-quedas. :)

 

Beijocas docinhas

Liz*e

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publicado por Do outro lado do oceano às 01:29
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Sábado, 22 de Março de 2008

Spilling out...

Tenho tanto para dizer... Mas tão pouco ao mesmo tempo. Nem sei o que me apetece deitar cá para fora... Vou batendo nas teclas enquanto penso o que dizer... o que escrever melhor dizendo. São saudades... muitas... Há certas fotos... aquilo que estou a perder... faz-me ficar à beira de criar um rio de lágrimas... Não é justo! Não é!! Já não vale a pena dizerem-me que vai melhorar... não vale a pena... eu já pensei em todas as possibilidades. As mais malucas, as mais complicadas, as mais simples, as mais egoístas... mas nada resulta, tudo fica na mesma. Há alturas em que até me sinto bem por aqui... Até tenho um sorriso rasgado na cara. Até parece que está tudo bem... Mas depois não está. Depois chego a casa e existem os mesmos problemas de sempre. Depois chego a casa e ligo o computador e leio o que fizeram, o quanto se divertiram, os planos, os amores novos... Mas não! Não interpretem mal, não é este o problema. Porque quando não vos tenho a contar-me isso, ainda fico pior. Falta-me algo. Arrancam-me essa parte e é como se me estivessem a partir aos bocadinhos, como a uma boneca de cristal com olhos... de cristal como é óbvio. Às vezes estou assim, feita de cristal. Hoje estou assim. E escusam de dizerem que me percebem. Não percebem. E mesmo que percebessem, nada podem fazer. A culpa é minha. Eu tenho a noção disso. Por isso é que já disse, e planeio pelo menos tentar viver assim... Ilusões, expectativas? Não conheço essas palavras. Não me vou iludir mais... Já tenho ilusões para uma vida inteira. Cada vez que me esqueço disso, tudo me foge do alcance. E eu fico parada, olho para o sol e vejo-te a partir. E por "vejo-te" posso querer dizer tanta coisa. Posso querer dizer a minha vida a voar. Posso querer dizer as amizades a perderem-se. Posso querer dizer ter-te perdido a ti. Sim, a ti, sabes bem que és tu. Não te culpo mas... posso culpar a minha vida não? Acho que posso.

E não vale a pena dizerem que não, que vou estar sempre aqui «3. Porque não vou. Acho que nunca mais me vou esquecer, numa aula de comunicações, um capítulo inteiro a falar sobre "body communication". E tive a pergunta na minha cabeça durante a aula inteira, até resolver perguntar... Então isto tudo quer basicamente dizer que... relações à distância, seja lá de que maneira for, não podem existir. Ao que a setôra respondeu: normalmente os seres humanos precisam de algo físico nas relações. Essa parte é importante. É claro que é importante... Quem é que não sabe isso? Talvez só mesmo eu, porque não me apetece mesmo ouvir isso. Mas lá que é verdade, lá isso é.

Blah. Isto já vai longo outra vez. E eu que tinha dito que hoje não escrevia muito...

Bjoo... with a cherry on top, se a quiserem...

Liz*e

sinto-me:

publicado por Do outro lado do oceano às 02:00
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